Poesia: SÚPLICA ICOENSE

I

Em seu leito
Eu me deleito
E me deixo embalar
Ouço os passáros a cantar
Vejo os peixes a nadar
II

É o nosso Rio Salgado
Que banha nossa cidade
Encantando ao margear
Praias além do mar
III

É da nossa terra querida
De uma gente tão sofrida
De colonos desbravadores
Tão quão trabalhadores
IV

Que nos faz acreditar
Que nossa terra tem jeito
Que um dia vai "sarar"
Prá que tenhamos o direito
De podermos confiar
V

Prá esta terra me doei
Aqui cheguei e fiquei
Não a faço nemhum "Má"
"Não nego o meu naturá"
Só resolvi ficar. . .
No lugar que mais amei
VI

Quero apenas dignidade
Prá minha familia criar
Prá que possa estudar
Pois, nosso "torrão" depende
Dos filhos prá educar
VII

E que possa aprender
O valôr do verbo AMAR
Que nem mesmo Yemanjá
Que é "A Rainha do Mar"
Não tem tamanho amôr
E nem o mesmo valôr
Do nosso Icó sofredor
VIII

Então eu digo seu DOUTOR
Que grande é o nosso lovor
De tão veraz que é a dôr
Faz calar a bôca "demente"
Que corroe a mente da gente
IX

Faça meus filhos se formar
Prá que possa nos tratar
Com a semente que "Prantô"
Com a mesma mente sadia
Que o senhor ensinou
X

Não faça "ENGANAÇÃO"
Trabalhe com atenção
O fururo a DEUS pertence
A tí. . . A proxima ELEIÇÃO
Poesia escrita por Wilton Bezerra
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Publicado por IN

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