Icó pode ficar fora do PAC das Cidades Históricas

Recursos destinados a obras de restauro e reforma em móveis residenciais e comerciais localizados em sítios históricos poderão não chegar em Icó.

Os R$ 1,5 milhão do Programa de Aceleração do Crescimento [PAC] das Cidades Históricas poderão fazer falta ao Município de Icó, que poderá ficar de fora da ação do governo federal em 2013, por não ter assinado o convênio com o Iphan.

A problemática, apresentada em uma matéria feita pelo jornalista Honório Barbosa no Diário do Nordeste de 28 de setembro, torna-se pauta para a próxima gestão que estará na Prefeitura Municipal de Icó a partir de 1º de janeiro de 2013.

O fato que poderia ter sido resolvido pela atual gestão, que mantém uma inadimplência de um ano com o Iphan, conforme apurado na matéria, e pode deixar um verdadeiro "abacaxi" para a próxima gestão, caso não seja resolvido. Veja matéria abaixo.


PATRIMÔNIO CULTURAL - PAC Cidades Históricas tem baixa adesão no Ceará

Obras deveriam começar neste ano mas o trâmite burocrático atrasou o início, previsto para 2013 

Icó. Financiamento para reforma e restauro em centros históricos nas cidades de Aracati, Sobral, Viçosa do Ceará e Fortaleza tem reduzida adesão. 

A cidade de Icó, localizada na região Centro-Sul do Estado, ficou fora do Programa de Aceleração do Crescimento [PAC] das Cidades Históricas, devido à inadimplência com o Governo Federal. 

Os demais mantêm a expectativa de conclusão das etapas burocráticas do programa até o fim deste ano. As obras devem começar no começo de 2013 e serão investidos no Ceará R$ 10 milhões. 

O programa, realizado em parceria com o Ministério da Cultura e as Prefeituras Municipais, vai beneficiar donos e inquilinos de imóveis residenciais e comerciais localizados em sítios históricos do Ceará que vão poder financiar obras de restauro e reforma. Os recursos serão operacionalizados pelo Banco do Nordeste, sem taxa de juros, com seis meses de carência e prazo de até 15 anos para liquidar o empréstimo federal. 

Apesar das vantagens do programa, a demanda foi reduzida. Aracati selecionou nove propostas; Viçosa do Ceará, quatro; Sobral cinco; e Fortaleza, nove. "Houve divulgação nas cidades, mas muitos não aderiram nessa primeira fase", observou a arquiteta Liana Queiroz, que coordena o programa em Aracati. "Creio que há receios e dúvidas, mas depois a demanda deve crescer", acredita ela. 

VALORES - Os recursos destinados às cidades são variáveis. Para Viçosa do Ceará, foram destinados R$ 1 milhão; Aracati terá R$ 1,5 milhão; e Sobral e Fortaleza terão R$ 3 milhões, cada uma. Icó ficaria com R$ 1,5 milhão, mas, por não ter assinado o convênio com o Iphan, corre o risco de perder a verba que tem prazo de aplicação. Os valores variam de acordo com o projeto de reforma ou restauro e a capacidade de endividamento do proponente. 

PRIMEIRA ETAPA - Havia uma expectativa de que os financiamentos fossem liberados e as obras começassem ainda neste ano, mas há várias etapas burocráticas a serem vencidas e isso implicou em atraso na implantação efetiva do programa no Estado. 

A primeira etapa ocorreu no fim do ano passado que foi a assinatura de convênio com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [Iphan] para adesão ao programa. Em seguida, ocorreu o lançamento dos editais para a seleção dos que desejam participar do PAC das Cidades Históricas. 

Antes, concluíram um plano de trabalho pra inclusão no Sistema de Convênio [Siconv] do Governo Federal. Em cada cidade deverá ser criado o Fundo de Preservação do Patrimônio Histórico e instalado um conselho curador que vai gerir e decidir sobre a aplicação futura dos recursos oriundos do pagamento de parcelas do financiamento. 

Cada cidade implantou uma unidade de execução e coordenação do programa, composta por engenheiro ou arquiteto, contador e um coordenador para orientação aos moradores acerca da elaboração dos projetos de restauro e reforma dos imóveis. O processo está mais avançado na cidade de Aracati. 

"Fomos a primeira cidade a lançar e encerrar o edital de seleção dos interessados", frisou a arquiteta, Liana Queiroz. "Agora os processo aguardam homologação do prefeito e publicação que será encaminhada ao Iphan e ao BNB", completou. 

Os projetos apresentados pelos candidatos ainda vão passar por análise técnica no Iphan e exame financeiro no BNB. O banco vai verificar a capacidade financeira dos clientes. "Esperamos que a conclusão do processo ocorra até o fim deste ano e, a partir de 2013, os recursos sejam liberados e as obras comecem a ser executadas", disse o arquiteto do Iphan, Erick Rolim. 

Em Viçosa do Ceará, a homologação das propostas deve ocorrer na próxima semana. "Estamos terminando o processo de aprovação das propostas", disse a secretária de Cultura, Margarida Pereira Lopes. "Foram selecionados quatro projetos e esperamos que tudo dê certo e as obras comecem a partir de janeiro do ano que vem". 

Na cidade de Sobral, as propostas devem ser selecionadas até o próximo dia 15 de outubro. "Houve algumas dificuldades e as pessoas não se mostram muito interessadas", observou o arquiteto e secretário de Cultura do Município, Campelo Costa. "Tiramos dúvidas e fizemos esclarecimentos". A previsão é de que cinco propostas sejam apresentadas e selecionadas. 

A secretária de Cultura de Icó, Solange Augusto, informou que o Município vem tentando obter a adimplência junto ao Governo Federal para ter o direito de assinar o convênio com o Iphan e aderir ao programa, mesmo com um ano de atraso, mas não há previsão de quando isso possa ocorrer. "Nesta segunda-feira vou conversar com o prefeito sobre essa questão", disse. "Pretendemos solucionar o quanto antes", adiantou. 

A expectativa dos técnicos do Iphan e dos secretários municipais de Cultura das cidades a serem beneficiadas pelo programa é que no início de 2013 os recursos cheguem aos moradores e as obras de restauro possam, finalmente, começar. 

O prazo de financiamento para os imóveis residenciais é de 15 anos e, para os comerciais, é de 10 anos. Os inquilinos poderão aderir ao programa desde que apresentem devida autorização do proprietário. O imóvel passará por análise técnica do Iphan. 

As obras serão feitas por quem pede o financiamento, sob fiscalização do órgão e da unidade executora para evitar descaracterização e fazer cumprir o projeto. Depois de atender a demanda do centro histórico de cada cidade, haverá liberação de financiamento para a área de entorno. 

PRAZO - 15 anos é o prazo máximo de financiamento para os imóveis residenciais e 10 anos para os comerciais. Os inquilinos poderão aderir ao programa 

Mais informações: 
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [Iphan] 
Escritório em Fortaleza 
[85] 3221. 6263/ 3221. 2180 
E-mail: iphan-ce@iphan.gov.br
Publique no Google Plus

Publicado por Jornalismo

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Comentar no Site
    Comentar usando o Facebook

0 comentários :