Apresentado pelo ministro José Dias Toffoli, o pedido de vista levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a adiar o julgamento do recurso apresentado pelo ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), cuja candidatura está sob risco de ser cassada com base na lei da Ficha Limpa, nesta quarta (22).O resultado deste julgamento servirá como base para os demais que chegarem à Corte. Antes do pedido feito pelo ministro, que afirmou trazer o caso de volta nesta quinta-feira (23), o relator do caso, Ayres Britto, havia votado favoravelmente à aplicação da lei nas eleições de 2010.
O julgamento é bastante esperado pelos políticos e pela sociedade brasileira, pois dará os rumos, de uma vez por todas, da Lei Ficha Limpa. Até o momento, cerca de 250 candidaturas foram barradas com o uso da nova lei.
MUDANÇA- O pedido de vistas apresentado aconteceu após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, defender sobre a constitucionalidade da nova lei. De acordo com Peluso, a alteração que aconteceu no texto da Lei teria alterado o conteúdo da norma e que a tramitação da matéria foi inconstitucional, o que poderia derrubar a lei da Ficha Limpa de vez.
A mudança ocorreu na aprovação pelo Senado. Na Câmara, onde constava que a inelegibilidade era para políticos “que tenham sido” condenados nos crimes ou ilícitos tipificados pela nova lei, o termo foi substituído para "os que forem” condenados. O debate no STF deve continuar no STF nesta quinta e promete mais um dia de longos discursos.
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