O mês de abril começa com um saldo de perda de pelo menos 60% das culturas de sequeiro de milho e feijão. A estimativa é de um grupo local de técnicos do setor agrícola. Na última semana do mês de março passado, a chuva voltou a banhar o solo do sertão, na região Centro-Sul. A esperança dos agricultores foi renovada, mas os estragos provocados pela estiagem deixaram um resultado negativo para a maioria dos pequenos produtores rurais.
Em março, choveu apenas 20% do que era esperado para o período. O agricultor Miguel Vieira de Souza plantou um hectare de milho, na localidade de Verdinha, zona rural deste Município. “Estou limpando a roça para tentar salvar alguma coisa, mas já perdi 50%”, disse. Ele aproveitou o feriado de Páscoa para fazer o serviço no roçado. “O milho não cresceu e está irregular”.
Souza lembrou que no ano passado teve prejuízo por causa do excesso de chuva. “Neste ano, a situação está diferente”, disse. “O veranico não deixou a lavoura se desenvolver”. Em algumas áreas, o plantio praticamente não nasceu.
A quadra invernosa deste ano está bem abaixo da média e irregular na maioria dos Municípios da região Centro-Sul. Representantes de sindicatos, da Secretaria de Agricultura, escritório local da Ematerce e da Associação de Produtores do Perímetro Irrigado Icó – Lima Campos estiveram reunidos para avaliar os estragos causados pela estiagem nos meses de fevereiro e março deste ano.
O secretário de Agricultura, Mailton Bezerra, disse que a estimativa inicial é de perda em torno de 60%. “Há áreas mais críticas do que outras, mas no geral o veranico provocou perda da lavoura”, disse. “Quem plantou em meados de fevereiro, sofreu prejuízo, porque a lavoura não desenvolveu por falta de água”.
Mailton Bezerra confirma que alguns produtores fizeram o replantio com as chuvas que voltaram a banhar o sertão nos últimos oito dias. “Foram cultivadas áreas menores em comparação com o primeiro plantio”, disse. “Quem vive da agricultura de sequeiro, de sobrevivência tem de arriscar, insistir”.
Apesar das dificuldades, muitos agricultores acreditam que a partir deste mês as chuvas voltem com maior intensidade. “Quem plantar agora, caso chova até junho terá safra”, observa o secretário de Agricultura de Jucás, José Teixeira Neto. “As sementes são de ciclo rápido”. Teixeira observou que a quadra invernosa irregular já deixou sérios prejuízos no campo. “Parece que teremos um inverno tardio”.
Uma mostra de que as chuvas estão atrasadas é que ainda há safra de manga, quando o ciclo de produção desse fruto, no sertão, encerra-se em dezembro ou janeiro. “Essas últimas chuvas, pelo menos favoreceram o crescimento da pastagem nativa para o rebanho bovino”, frisou Teixeira. “A falta de alimento para o gado estava cada vez mais grave”. Foi, sem dúvida, um alívio para o setor pecuário. Muitos criadores estavam preocupados.
Mais informações: Secretaria de Agricultura de Icó - Fone: (88) 3561.5564
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* Texto escrito por Honório Barbosa e enviado por Getúlio Oliveira - Jornal Folha do Salgado, edição 214.
Souza lembrou que no ano passado teve prejuízo por causa do excesso de chuva. “Neste ano, a situação está diferente”, disse. “O veranico não deixou a lavoura se desenvolver”. Em algumas áreas, o plantio praticamente não nasceu.
A quadra invernosa deste ano está bem abaixo da média e irregular na maioria dos Municípios da região Centro-Sul. Representantes de sindicatos, da Secretaria de Agricultura, escritório local da Ematerce e da Associação de Produtores do Perímetro Irrigado Icó – Lima Campos estiveram reunidos para avaliar os estragos causados pela estiagem nos meses de fevereiro e março deste ano.
O secretário de Agricultura, Mailton Bezerra, disse que a estimativa inicial é de perda em torno de 60%. “Há áreas mais críticas do que outras, mas no geral o veranico provocou perda da lavoura”, disse. “Quem plantou em meados de fevereiro, sofreu prejuízo, porque a lavoura não desenvolveu por falta de água”.
Mailton Bezerra confirma que alguns produtores fizeram o replantio com as chuvas que voltaram a banhar o sertão nos últimos oito dias. “Foram cultivadas áreas menores em comparação com o primeiro plantio”, disse. “Quem vive da agricultura de sequeiro, de sobrevivência tem de arriscar, insistir”.
Apesar das dificuldades, muitos agricultores acreditam que a partir deste mês as chuvas voltem com maior intensidade. “Quem plantar agora, caso chova até junho terá safra”, observa o secretário de Agricultura de Jucás, José Teixeira Neto. “As sementes são de ciclo rápido”. Teixeira observou que a quadra invernosa irregular já deixou sérios prejuízos no campo. “Parece que teremos um inverno tardio”.
Uma mostra de que as chuvas estão atrasadas é que ainda há safra de manga, quando o ciclo de produção desse fruto, no sertão, encerra-se em dezembro ou janeiro. “Essas últimas chuvas, pelo menos favoreceram o crescimento da pastagem nativa para o rebanho bovino”, frisou Teixeira. “A falta de alimento para o gado estava cada vez mais grave”. Foi, sem dúvida, um alívio para o setor pecuário. Muitos criadores estavam preocupados.
Mais informações: Secretaria de Agricultura de Icó - Fone: (88) 3561.5564
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* Texto escrito por Honório Barbosa e enviado por Getúlio Oliveira - Jornal Folha do Salgado, edição 214.
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