Objetivos do Desenvolvimento do Milênio e Cozinha Comunitária *

É tão comum os maus exemplos na política, as péssimas práticas de gestão, amiúde contaminadas por escândalos de corrupção, o nepotismo, o apropriar-se do erário, não importa de que esfera de poder, que nos retraímos quando se trata de elogiar uma administração que tenha como pressuposto a inovação.

Sempre haverá aqueles que desconfiarão dos propósitos de quem com isenção faz uma avaliação desapaixonada de uma administração que se volta para o bem-estar da coletividade. Buscarão um viés ideológico, ou algum interesse escuso nas motivações de quem emite opinião favorável a determinado gestor.

Agem assim, porque é regra o locupletar-se dos cofres públicos, da "vetusta viúva", e se há elogios, logo imaginam que algo de sorrateiro, de escabroso, se esconde por traz de tais elogios.

No momento em que a classe política goza de largo descrédito na sociedade, é alvissareiro saber que em nossa região sofrida e carente de bons projetos, a prefeita de Orós se sobressai em meio a tantas nulidades, direcionando seu governo para um setor que tem secularmente enormes deficits de atenção, o cidadão mais necessitado das mínimas condições de vida que para muitos são insignificantes, mas para quem nada possui representa o tudo de que podem almejar.

À consecução dos prêmios Objetivos do Desenvolvimento do Milênio e Cozinha Comunitária, que premiaram a prefeita Fátima Maciel, enche-nos de orgulho e vem demonstrar que iniciativas simples muitas vezes fazem a diferença.

Observem que se tornou lugar-comum em nosso país o festival de críticas aos programas sociais desenvolvidos pelo governo federal, políticas públicas que não deveriam pertencer a governos, mas ao Estado como primeiro passo para a erradicação da miséria.

Esta iniciativa da prefeita deve ser também objeto de contundentes críticas, a maioria eivadas de preconceitos e rotuladas como demagógicas e eleitoreiras, o mesmo tipo de críticas feitas ao bolsa família, programa chamado de "bolsa esmola" por quem não sabe o que é passar o dia sem ter o direito de fazer as refeições básica para a própria sobrevivência.

Os dizeres acima não é um apelo à emoção ou a sensibilade daqueles que têm o dom de se comover com o sofrimento alheio, mas uma constatação dura da realidade que ainda parte preponderante de nossa população encara no seu cotidiano.

Isto me faz lembrar da resposta de um prêmier Chinês que perguntado por um jornal americano qual era a sua maior preocupação, respondeu dizendo que sua principal preocupação era ter de acordar todos os dias e descobrir como fazer para alimentar mais de um bilhão de pessoas.

Certamente a China de hoje é outra e faz parte do grupo seleto de Nações desenvolvidas cientifica e tecnologicamente. Embora ainda faça parte da preocupação do governo Chinês prover o suficientemente necessário para os seus cidadãos, é fato que a China avançou a passo largos neste quesito. O Brasil caminha lentamente na mesma direção.

Quem sabe se daqui alguns anos estejamos preocupados não com a miséria como fator primordial de nosso povo, mas como financiar um sistema de saúde que atenda dignamente a todos, como aperfeiçoar nosso sistema de ensino, elementos essenciais para uma nação desenvolvida e a miséria seja uma página virada de nossa história. Assim sendo, parabenizo a prefeita Fátima Bezerra pelo seu esforço reconhecido no prêmio que recebeu com o aval da ONU.

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* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira
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Publicado por Jornalismo

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