"Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos ( de oposição )"
Judith Brito, Diretora-Superintendente da empresa Folha de São Paulo e presidente da ANJ (Associação Nacional dos Jornais)
O que antes era apenas uma suspeita baseada na leitura das matérias publicadas nos grandes jornais do país e televisadas nas principais emissora de TV, agora ficou confirmado que a grande mídia tornou-se um partido político e assumiu de vez o papel de oposição que de direito caberia ao agrupamento político que perdeu as eleições passadas.
Não é sem razão que num ato falho, uma das principais executivas do grupo folha finalmente assumiu àquilo que já se sabia apenas por se usar um pouco de senso crítico diante do cabedal de informações que se nos são passadas, nos veículos de comunicação de massa, na luta que travam para impedir a continuidade do governo que se encerra.
De fato, a mídia corporativa ergue barricadas contra a administração Lula desde o primeiro dia de sua posse, e a olhos nús blindou o governo Serra de qualquer inconveniente que comprometesse sua suposta capacidade de gestor público eficiente. Já perdi as contas das inúmeras crises fabricadas no período de mais de sete anos em que Lula preside o país. Mas algumas são como o "primeiro sutiã, ninguém esquece". Lembram-se do caos aéreo?
Aquele que resultou na tentativa de responsabilizar o presidente Lula pelo trágico acidente da TAM em Congonhas, quando o repórter da TV Globo, Rodrigo Bocardi, se saiu com uma pérola de jornalismo ao dizer que o acidente teria sido provocado por causa de uma moeda de um real, que, misturada à chuva, provocava derrapagens fatais na pista de Congonhas, e o diretor de jornalismo da rede globo Ali Kamel ao ver suas manipulações desmascaradas disse que apenas "testava hipótese"?
E o mensalão, a febre amarela, a ficha falsa da terrorista e assaltante de banco Dilma Roussef, a demissão de Lina da receita, a planilha dos cartões, a cobetura seletiva das enchentes de São Paulo, em que um bairro de periferia da zona leste, o Jardim Romano, passou quase dois meses alagado, por conta de um ato de governo que determinou que as comportas de uma represa fossem abertas para evitar que áreas nobres da cidade fossem alagadas e nenhuma relevância foi dada pela "Côrte do Cosme Velho", diferentemente da cobertura atual das enchentes do Rio de Janeiro, nitidamente tendenciosa, onde há todo um esforço de culpabilizar o presidente quando é sabido que a responsabilidade maior é do município e de seus governantes que pouco fizeram ao longo dos últimos dezesseis anos, por sinal pertencentes aos partidos que a mídia golpista apoia e esconde de sua audiência incauta, a quem William Bonner chama de "Homer Simpsom", personagem paspalhão de um seriado de TV americana?
São tantas, que olhando para traz chegamos a nos perguntar como um homem simples do povo pôde colocar em descrédito anos de jornalismo construído a duras penas e agora jogado em mar de lama. O presidenciável José Serra, nos anos que passou à frente da prefeitura de São Paulo e no governo do Estado, não recebeu um décimo da cobertura facciosa e diversionista que foi dada ao governo Lula.
Não é apenas constatação, é fato. Digo mais: não foi por falta de escândalos, mas de opção jornalística. Que dizer do caso Alstom, empresa multinacional francesa que comprava políticos ligados ao PSDB para ganhar concorrências no metrô de São Paulo? Autoridades suíças investiga este caso rumoroso que em breve cairá como bomba no Brasil.
E aquela gravação telefônica que a Polícia Federal captou em escutas autorizadas pela justiça em que o "mega-investidor" Naji Nahas em um diálogo com Serra montava uma operação de venda da CESP, companhia energética, a investidores internacionais, e Naji Nahas dizia para Serra que o preço estava alto, enquanto Serra o orientava a pedir "isso ai", depois agente vai baixando?
(Nesta operação, Naji Nahas levaria oitenta milhões de doláres de "gorjeta".) Já imaginou Lula ou um outro figurão do PT pêgo em algum tipo de negociata dessa natureza? Teríamos um mês de crise fomentada pela Folha, Veja, Isto é, Estadão, Globo, et caterva. Uma CPI mista seria aberta no congresso. Viveríamos o fim do mundo. Ainda bem que o povo está mais consciente e fará sua escolha baseada em suas convicções com mais liberdade e menos cabresto.
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* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira
Não é sem razão que num ato falho, uma das principais executivas do grupo folha finalmente assumiu àquilo que já se sabia apenas por se usar um pouco de senso crítico diante do cabedal de informações que se nos são passadas, nos veículos de comunicação de massa, na luta que travam para impedir a continuidade do governo que se encerra.
De fato, a mídia corporativa ergue barricadas contra a administração Lula desde o primeiro dia de sua posse, e a olhos nús blindou o governo Serra de qualquer inconveniente que comprometesse sua suposta capacidade de gestor público eficiente. Já perdi as contas das inúmeras crises fabricadas no período de mais de sete anos em que Lula preside o país. Mas algumas são como o "primeiro sutiã, ninguém esquece". Lembram-se do caos aéreo?
Aquele que resultou na tentativa de responsabilizar o presidente Lula pelo trágico acidente da TAM em Congonhas, quando o repórter da TV Globo, Rodrigo Bocardi, se saiu com uma pérola de jornalismo ao dizer que o acidente teria sido provocado por causa de uma moeda de um real, que, misturada à chuva, provocava derrapagens fatais na pista de Congonhas, e o diretor de jornalismo da rede globo Ali Kamel ao ver suas manipulações desmascaradas disse que apenas "testava hipótese"?
E o mensalão, a febre amarela, a ficha falsa da terrorista e assaltante de banco Dilma Roussef, a demissão de Lina da receita, a planilha dos cartões, a cobetura seletiva das enchentes de São Paulo, em que um bairro de periferia da zona leste, o Jardim Romano, passou quase dois meses alagado, por conta de um ato de governo que determinou que as comportas de uma represa fossem abertas para evitar que áreas nobres da cidade fossem alagadas e nenhuma relevância foi dada pela "Côrte do Cosme Velho", diferentemente da cobertura atual das enchentes do Rio de Janeiro, nitidamente tendenciosa, onde há todo um esforço de culpabilizar o presidente quando é sabido que a responsabilidade maior é do município e de seus governantes que pouco fizeram ao longo dos últimos dezesseis anos, por sinal pertencentes aos partidos que a mídia golpista apoia e esconde de sua audiência incauta, a quem William Bonner chama de "Homer Simpsom", personagem paspalhão de um seriado de TV americana?
São tantas, que olhando para traz chegamos a nos perguntar como um homem simples do povo pôde colocar em descrédito anos de jornalismo construído a duras penas e agora jogado em mar de lama. O presidenciável José Serra, nos anos que passou à frente da prefeitura de São Paulo e no governo do Estado, não recebeu um décimo da cobertura facciosa e diversionista que foi dada ao governo Lula.
Não é apenas constatação, é fato. Digo mais: não foi por falta de escândalos, mas de opção jornalística. Que dizer do caso Alstom, empresa multinacional francesa que comprava políticos ligados ao PSDB para ganhar concorrências no metrô de São Paulo? Autoridades suíças investiga este caso rumoroso que em breve cairá como bomba no Brasil.
E aquela gravação telefônica que a Polícia Federal captou em escutas autorizadas pela justiça em que o "mega-investidor" Naji Nahas em um diálogo com Serra montava uma operação de venda da CESP, companhia energética, a investidores internacionais, e Naji Nahas dizia para Serra que o preço estava alto, enquanto Serra o orientava a pedir "isso ai", depois agente vai baixando?
(Nesta operação, Naji Nahas levaria oitenta milhões de doláres de "gorjeta".) Já imaginou Lula ou um outro figurão do PT pêgo em algum tipo de negociata dessa natureza? Teríamos um mês de crise fomentada pela Folha, Veja, Isto é, Estadão, Globo, et caterva. Uma CPI mista seria aberta no congresso. Viveríamos o fim do mundo. Ainda bem que o povo está mais consciente e fará sua escolha baseada em suas convicções com mais liberdade e menos cabresto.
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* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira
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