A situação da cidade de Lavras da Mangabeira parece que não é das melhores. Apesar de ter à frente da Prefeituram Municipal a gestora Dena Oliveira (PMDB), irmã do deputado federal Eunício Oliveira (PMDB), a cidade ainda continua com escolas abandonadas e obras inacabadas.Isso foi constatado em uma reportagem feita pela equipe do Jornal do Cariri, um dos principais jornais do Ceará e da região caririense.
Essa situação se confronta com o prêmio "Selo Verde" que a cidade ganhou, mas confirma a situação já mostrada pelo periódico cearense com a reportagem do abandono da Escola Agrícola que era modelo no Estado.
Confira a reportagem do Jornal, em sua última edição:
" LAVRAS: ESCOLAS ABANDONADAS E OBRAS INACABADAS MOSTRAM DESCASO DA PREFEITURA
Com aproximadamente 32 mil habitantes, Lavras da Mangabeira, é hoje uma das principais cidades do Cariri cearense. No entanto, parte da população ainda está insatisfeita por causa de irregularidades em alguns setores da administração, como educação, infra-estrutura e saneamento básico.
Manoel Fernandes Sobral, ex-vereador, e uma das lideranças que denuncia as irregularidades na gestão de Dena Oliveira, disse que quando a fiscalização chegou em Lavras, só encontrou irregularidades: dinheiro desviado, obras inacabadas e transporte escolar irregular.
"Apesar do que dizem no município que denunciar é tempo perdido, porque a prefeita é irmã de Eunício Oliveira, nós ainda confiamos na Justiça para resolver esta situação”. Afirmou Manoel Fernades.
No município podem ser encontradas algumas obras não concluídas como a construção da passagem molhada do Sítio Tabuleiro, uma obra que está paralisada há algum tempo e agora, com a aproximação do período chuvoso, vai dificultar o percurso dos moradores da localidade.
Outro caso é a reforma do mercado público de Quitaiús, e a pavimentação da estrada da Serra de Boqueirão. Embora a prefeitura esteja trabalhando com lentidão nestes locais, as obras são consideradas atrasadas pela Superintendência Regional da Caixa Econômica, já que apenas 36% da reforma foi concretizada.
O aterro sanitário, embora já tenha sido totalmente construído, ainda não está funcionando, e a vigência da obra para construção do aterro foi validada até o último dia 21 de janeiro. Procurado pela equipe de reportagem do Jornal do Cariri, o secretário Interino de Obras de Lavras da Mangabeira, José Almeida, afirmou que o aterro sanitário está dentro do prazo estipulado para construção.
“Não passamos da vigência, o aterro só não está funcionando ainda, mas vai começar em fevereiro. A prefeitura está trabalhando em todas as obras da localidade, nós estamos em ritmo lento por causa do atraso de alguns repasses, mas estamos trabalhando e vamos concluir todas as obras”, afirmou Almeida.
Já no Sítio Flores a construção do sistema de abastecimento de água da comunidade está com suas obras paralisadas. Francisco Geraldo da Silva, morador da região, informa que a situação dos moradores é muito ruim porque eles têm que se deslocar para pegar água para o consumo doméstico, “Estamos carregando água no jumento.
Essa obra num vai terminar tão cedo e agora com a chegada do inverno é mais difícil ainda. Com estas chuvas, se alguém adoecer é obrigado a gente carregar nas costas, porque não tem como passar carro na estrada”, concluiu o morador.
Na educação do município também existem alguns entraves. Dez escolas municipais foram fechadas e os prédios estão abandonados. O prédio da Escola José Custódio Bezerra, no distrito de Amaniutuba, por exemplo, é utilizado pelos moradores da comunidade como criatório de porcos e aves.
Já a Escola Aristide Ferreira da Costa, no Sítio Aroeiras, está deteriorada, o mato dificulta até mesmo a entrada no prédio, é possível encontrar livros jogados e cadeiras quebradas. De acordo com José Almeida, a decisão de fechar as escolas foram tomadas em consenso, já que nas localidades existiam poucos alunos, o que inviabilizaria a manutenção das escolas.
O transporte escolar ainda é um problema nas comunidades mais distantes da sede do município. Alunos são carregados em carros abertos, os chamados paus-de-arara. O secretário interino afirma que este problema é oriundo das gestões passadas, mas que a prefeitura está buscando soluções para este problema.
Sobre a administração de Lavras da Mangabeira, ainda existe uma acusação contra o secretário de Obras do Município e marido da atual prefeita, José Maria de Almeida Sousa.
Ele é acusado do uso de laranjas ou falsos empresários para prestação de serviços à prefeitura. Procurado pela equipe de reportagem do Jornal do Cariri, o acusado afirmou que as acusações não procedem e que inclusive, estaria deixando o secretariado municipal.
Reportagem de Jaqueline Freitas"
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