Deputada Fernanda Pessoa cobra ação para reduzir fila de espera por cirurgias ortopédicas

Durante audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Saúde da Assembleia [AL-CE], a deputada Fernanda Pessoa [PR] cobrou uma solução urgente do Governo do Estado.

No evento realizado nessa quarta-feira [13], a parlamentar destacou o problema da fila de espera por cirurgias traumatológicas com prótese no Ceará.

A questão foi debatida com a participação de vários especialistas e representantes do Ministério Público. O debate foi proposto por Pessoa.

Segundo a deputada, “há pacientes que aguardam mais de sete anos na fila do SUS por cirurgias e próteses de joelho e fêmur. É preciso buscar uma solução emergencial para o problema, disse a deputada, que defendeu a criação de uma campanha de educação no trânsito, para reduzir o número de acidentes, principais causadores de traumas e lesões ortopédicas.

O ex-deputado Dr. Pierre [PCdoB] elogiou a iniciativa da parlamentar e ressaltou que o debate com profissionais dos principais centros de ortopedia do Estado é fundamental para buscar uma solução. Ele também destacou a relação entre o aumento do número de acidentes de trânsito e da fila de espera por cirurgias ortopédicas.

O presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia, Ronaldo Silva de Oliveira, informou que cerca de seis mil pessoas aguardam por cirurgias ortopédicas no Ceará. Ele ressaltou que a maioria dos pacientes da fila são idosos e ressaltou a perda de qualidade de vida destes pacientes.

O chefe do setor de traumato-ortopedia do IJF, Robson Alves, também falou dos acidentes de trânsito e afirmou que “quase 50% dos acidentados que chegam ao hospital não têm habilitação, não usam capacete e ingeriram álcool”. Ele defendeu a ampliação de ações de educação para o trânsito e propôs que equipes da AMC atuem na porta de hospitais para identificar e punir quem dirigiu embriagado.

Robson Alves também destacou a falta de profissionais especializados nos hospitais públicos. “O Hospital Geral de Fortaleza [HGF] é bem equipado e tem uma boa estrutura, mas faltam médicos e enfermeiros. Por isso não podemos realizar mais cirurgias”, afirmou.

O chefe do setor de trama do Hospital Universitário, José Alberto Dias Leite lembrou que muitos jovens que sofrem acidentes estão ficando inválidos e a espera por cirurgias tem agravado o custo social do problema. Ele lembrou que uma solução em curto prazo seria reativar unidades de ortopedia que já existem no Estado.


* Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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Publicado por Jornalismo

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