A cidade do Icó é possuidora de um considerável número de templos católicos desde a sua criação, tendo cada igreja um destaque especial pela sua história e pela sua localização.Na parte central conta-se com três expressivos monumentos dedicados aos fiéis: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Expectação - a Padroeira - e Igreja do Senhor do Bonfim – o co-padroeiro e responsável por uma das grandes festas religiosas do país.
Afastando-se um pouco, situa-se a Igreja de São José que por muito tempo permaneceu em construção para ser a nova Igreja do Bonfim até a decisão de dedicar o templo ao seu pai adotivo. Pelos extremos da cidade encontram-se de um lado a Igreja de N Sra do Rosário e no outro a Igreja do Monte [Nossa Senhora da Conceição].
Apesar de a cidade ser berço de muitos sacerdotes, por muitas décadas, especialmente, dos anos sessenta a noventa, a extensa paróquia ficou atendida por apenas um vigário que amenizava a situação alternando o local da celebração da eucaristia dominical.
Os fiéis lotavam a Igreja e de qualquer distância seguiam a pé ao local da missa. Era um compromisso assumido pelas famílias que somente fortes motivos afastavam da participação ao ato religioso.
Seu Francisquinho e Dona Maria, um casal residente na Rua Grande até serem levados para a morada eterna, era um casal católico praticante que repetia semanalmente este ritual, deslocando-se até a Igreja escolhida para o momento de oração domingueira.
As casas da Rua Grande, atualmente tombadas pelo Iphan, têm o mesmo adjetivo da Rua, logo de dimensões avantajadas. Seu Franscisquinho cedo estava pronto, indo e voltando pelo corredor da casa a chamar por Dona Maria que dava os últimos retoques para começar a caminhada, no entanto o estresse dos chamados, produziu o seguinte diálogo:
- Vamos Maria!
- Espera Franscisquinho!
- O que está faltando?
- É o “diabo” do terço, também o Padre vai rezar a missa lá no “inferno da pedra”!
_________________________
* Texto escrito por Gilson Moreira Costa [E-mail: gilsoncmoreira@yahoo.com.br] e publicado no Jornal O Povo
0 comentários :
Postar um comentário