O parlamentar apontou [foto], ainda para a necessidade na recuperação de drogadictos, caso o Govenro queira realmente promover a segurança pública no Ceará.
Para o pedetista, pensar em ressocializar quem sequer foi socializado é uma tarefa difícil, referindo-se aos adolescentes detidos que não são recuperados e voltam às ruas para cometer crimes.
Ele disse que o custo do Estado com um aluno da rede pública é de R$ 130, enquanto a despesa com um preso chega a R$ 1,5 mil mensais. “Ou seja, aplica-se no investimento do cidadão 10% do que se gasta com aquele que se perdeu na criminalidade. Com todos os investimentos divulgados pelo Governo, a questão da segurança não foi resolvida”, lamentou.
Para Heitor, a falta de emprego estimula os crimes e cada vez mais a sociedade é sacrificada. O deputado criticou ainda a ausência de políticas públicas de combate ao consumo de drogas, dentro e fora dos presídios. Segundo o pedetista, 60% dos detentos utilizam droga na própria penitenciária.
“Aqui na Assembleia autorizamos o Governo do Estado a conveniar clínicas de tratamento de drogados. Sabe quantas foram contratadas? Nenhuma. Os viciados em drogas recolhidos nos presídios voltarão às ruas para cometer os mesmos crimes”, afirmou, defendendo que o Governo crie centros de tratamento de drogados, pois, sem eles, não haverá solução para a criminalidade no Estado.
Em aparte, o deputado Ferreira Aragão [PDT] afirmou que a criminalidade e a droga são problemas nacionais. “Vamos colocar essa meninada para praticar esporte, estudar. Enquanto ninguém tiver coragem de fazer isso, vamos continuar a ver estes meninos matando e morrendo”, sentenciou.
Roberto Mesquita lamentou que a população esteja perdendo a batalha das drogas. “Precisamos encontrar uma saída para aqueles que já estão contaminados e blindar os ainda livres. Investir forte na repressão do consumo de drogas. Há zonas de consumo bem próximas a distritos policiais. O crack é o que pode existir de pior para desagregar e está, infelizmente, inserido em nossa sociedade”, disse.
* Com informações e imagem da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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