O parlamentar destacou a importância das campanhas educativas para prevenção e o diagnóstico precoce da doença. “Somente com o diagnóstico e o tratamento as pessoas com HIV podem aumentar o tempo e qualidade de vida”, avaliou. Segundo ele, é preocupante o aumento da incidência da Aids entre mulheres, jovens e pessoas com baixo poder aquisitivo.
O deputado Leonardo Pinheiro [PSD], membro da comissão, alertou que, apesar do Brasil ser um país de referência mundial no tratamento da Aids, os índices da doença são muito altos. “São mais de 600 mil infectados no País, por isso o foco principal de combate deve ser realmente a prevenção”, defendeu.
Para a representante da Secretaria de Saúde do Estado, Telma Martins, um dos grandes desafios do governo é a descentralização do atendimento e tratamento. “O Ceará possui 12 mil soropositivos e em apenas oito municípios não temos notificação de casos. A descentralização dos serviços assistenciais a essas pessoas é uma necessidade e meta da Secretaria”, afirmou.
De acordo com a coordenadora Estadual do Programa de Controle da Tuberculose, Sheila Santiago, deve haver também uma preocupação com as doenças oportunistas, como é o caso da tuberculose.
O representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo Com a Aids, Otávio Vasconcelos, falou emocionado sobre sua luta desde quando descobriu ser portador do HIV, há dez anos. Segundo ele, um dos maiores desafios é vencer o preconceito. “Vocês não sabem o preço que pago por declarar que sou soropositivo.
Ainda hoje a Aids é associada à promiscuidade e ao uso de drogas, o que é um grande engano, pois todos que possuem uma vida sexual ativa estão sujeitos a se contaminar”, enfatizou. Ele lembrou que a forma mais segura de se evitar a Aids ainda é o uso de preservativo. “Nunca se esqueçam de usar a camisinha, para vocês não se depararem com esta difícil realidade”, salientou.
No debate, foi sugerida a criação de uma Frente Parlamentar Estadual Pela Cidadania e Luta Contra a Aids e Tuberculose. O deputado Adail Carneiro lembrou que não existem mais na Assembléia Legislativa as frentes parlamentares, mas se comprometeu a lutar pela instalação de uma subcomissão que trate da questão. Outra proposta foi o passe livre para pessoas com Aids e de baixa renda, com a finalidade de facilitar o acesso ao tratamento da doença.
Participaram ainda da discussão representantes da Escola de Saúde Pública, do Conselho Regional de Medicina, do Programa Municipal de Controle à Tuberculose, dos Hospitais de Messejana e São José, além da sociedade civil.
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