Justiça do Trabalho nega liminar para suspender greve dos Correios

A ministra Cristina Peduzzi, do Tribunal Superior do Trabalho [TST], negou o pedido de liminar feito pelos Correios para suspender imediatamente a greve dos funcionários da estatal.

Nesta quinta-feira [29], a empresa entrou com dissídio coletivo no TST para tentar resolver o conflito por via judicial, uma vez que a greve se estende desde o dia 13.

A ministra também marcou para a próxima terça-feira [04], às 13hs, audiência de conciliação entre os Correios e a Federação Nacional dos Trabalhadores de Correios, Telégrafos e Similares [Fentect], entidade que representa os funcionários em greve. A audiência de conciliação é etapa obrigatória do dissídio coletivo quando as partes, mediadas pelo TST, tentam chegar a um acordo.

Para a direção dos Correios, a paralisação é abusiva, um “movimento atentatório à ordem pública”. A estatal pede que as entidades sindicais à frente do movimento sejam multadas diariamente em R$ 100 mil caso a paralisação não acabe. Se a Justiça não acatar o pedido, os Correios querem que, pelo menos, seja determinado que 70% dos empregados voltem ao trabalho em cada uma das unidades operacionais da empresa.

Além disso, a empresa alega que foi surpreendida pelo movimento grevista quando o processo de negociação para o acordo coletivo da categoria, relativo a 2011/2012, estava “em pleno andamento”. Também argumenta que, após o início da greve, apresentou propostas que foram rejeitadas pelas entidades sindicais.

CONTINUIDADE - Em Assembleia da categoria realizada nesta sexta-feira [30], os trabalhadores do Ceará deliberaram pela rejeição da proposta apresentada pelos Correios na última quinta [29] e confirmaram a continuidade da greve por tempo indeterminado, seguindo a orientação do comando da negociação.


* Com infomações da Agência Brasil e SintectCeLink
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Publicado por Jornalismo

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