Palavras entram em contradição com os dados? A dúvida se assenta no anúncio feito pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), em nota divulgada nesta sexta-feira (27): "A epidemia de dengue está em processo de controle e a tendência é de redução sustentada do número de casos e óbitos”.A crescente dengue fez o Icó superar Itapipoca (941) e ficar atrás apenas de Fortaleza (11.811) no Estado. Outro fato que deixa a epidemia icoense mais preocupante é o aumento na incidência de casos por 100.000 habitantes, que subiu de 1.358,09 para 1.406,86 e agora está em 1.507,46.
Além disso, foram confirmados 112 casos de Dengue Com Complicação (DCC) em Fortaleza (com 14 óbitos) e 148 casos no interior (com 19 óbitos). Ainda há, em investigação, 77 casos (com 33 óbitos, sendo 24 na capital (com 10 óbitos) e 53 casos no interior (com 22 óbitos).
2°_Icó - 989 casos e 1 óbito de Febre Hemorrágica;
4°_Crateús - 843 casos;
5°_Maracanaú - 723 casos e 1 óbito Dengue com Complicação.
3°_Baixio - 53 casos (20 em janeiro; 14 em fevereiro; 16 em março e 3 em abril);
5°_Ipaumirim - 14 casos (1 em março e 13 em abril).
6°_Cedro - 2 caso (1 em janeiro e 1 em fevereiro);
::: BOLETINS DA SECRETARIA DE SAÚDE
Epidemia está controlada, mas devemos manter o alerta.
A Secretaria de Saúde do Estado, analisando os dados epidemiológicos divulgados nos seus últimos boletins sobre dengue, vem anunciar que a epidemia de dengue está em processo de controle e a tendência é de redução sustentada do número de casos e óbitos.
Os municípios considerados epidêmicos apresentam, no momento, tendência decrescente de casos. O diagrama de controle, que expressa o valor médio e o valor mínimo de incidência esperada para o período, aponta que o pico da epidemia ocorreu no mês de março, caindo expressiva e progressivamente no mês de abril, persistindo a queda no mês de maio.
Até o dia de hoje, sexta-feira, 27 de maio, apresenta-se abaixo da média esperada. Houve uma redução significativa de notificação de casos graves e óbitos e de transferências de casos graves pela Central de Regulação do SUS.
Os óbitos ocorridos foram ocasionados, entre outros fatores, pelo aumento proporcional significativo dos casos graves, influenciado pelo retorno do Denv-1, pela circulação simultânea de três sorotipos virais (Denv-1, 3 e 4), pela população sensibilizada por infecções anteriores e pela hiperendemicidade (epidemias sucessivas e dispersão do vírus em quase todos os municípios).
Destacamos este ano, no controle da epidemia, a intensa mobilização e comunicação social da SESA, desde outubro de 2010, em caravanas interioranas, notas técnicas, boletins e material educativo, bem como a ação da Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Ceará (APRECE) e do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (COSEMS/CE), a atitude de responsabilidade social da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e de outras instituições como a Secretaria de Educação do Estado e dos Municípios, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE), Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), CAGECE e instituições religiosas.
Um destaque especial deve ser dado aos meios de comunicação de nosso Estado em divulgar intensamente orientações sobre os cuidados de saúde e sinais de alarme e a responsabilidade de cada um no controle do vetor Aedes aegypti.
Observou-se um esforço conjugado dos setores de Assistência à Saúde, Vigilância Epidemiológica, Laboratório de Saúde Pública (Lacen), controle de vetores, com destaque para a Central de UBV do Estado (fumacê) que, durante o mês de abril, conseguiu fazer cinco ciclos em Fortaleza, em semanas seguidas e, nos finais de semanas, em vários municípios que enfrentaram situação epidêmica, em apoio às ações ali desenvolvidas pelos gestores municipais. Essas ações anteciparam a queda do pico da epidemia que geralmente ocorria no mês de maio/junho.
O Ministério da Saúde, além do suporte para nossa Base de UBV, destinou recursos extras para a assistência hospitalar para pacientes graves e proporcionou a vinda do professor Eric Martinez, que reforçou significativamente o esforço de nossos médicos e outros profissionais de referência, responsáveis pela capacitação sobre o manejo clínico de pacientes graves.
Nesse processo de capacitação, devemos reconhecer o papel positivo da Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará (ESP-CE). Finalmente, é preciso destacar a mobilização de setores da população que compreenderam que a proteção do meio ambiente, inclusive domiciliar e peridomiciliar, é fundamental para o controle do dengue.
Este esforço deve persistir e devemos nos manter alertas e mobilizados para evitarmos o aumento de casos e suas consequências e, portanto, eliminarmos a possibilidade de recrudescimento da epidemia este ano.
Fortaleza, 27 de maio de 2011
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