No Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE), a deputada Mirian Sobreira (PSB) reivindicou, nesta quarta-feira (18), melhores condições de trabalho e de salário aos profissionais de enfermagem de todo o Brasil. Segundo ela, o País tem 1,5 milhão de enfermeiros. No Ceará, são 41 mil.De acordo com a socialista, a categoria é desvalorizada por não ter um piso salarial estabelecido e ainda ser obrigada a cumprir expediente de 40 horas semanais. “Há 11 anos, se luta pela redução para 30 horas semanais. O projeto está no Congresso Nacional e ainda não foi votado”, reclamou.
Sobreira frisou que o excesso de trabalho e a baixa remuneração fazem os enfermeiros buscarem mais de uma fonte de renda, o que pode influenciar na qualidade do serviço prestado. “Porque todos ficam sobrecarregados e há muito estresse. Tem enfermeiro que ganha R$ 600. Como pode um profissional de nível superior receber isto? É uma falta de respeito com quem doa a vida para ajudar a saúde pública. A categoria está sendo massacrada”, opinou.
Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PSDB) considerou que salários melhores precisam ser pagos em todos os setores da saúde. O tucano lamentou a escassez de mão-de-obra vivida pelo Hospital Regional do Cariri (HRC), prestes a entrar em funcionamento. “Se o Governo não chamar as cooperativas para negociar salários diferenciados, o problema não será resolvido”, pontuou.
O deputado Ferreira Aragão (PDT) destacou a falta de estrutura nos postos de saúde e hospitais de muitos municípios do Interior. “Quantas pessoas não têm morrido pela falta de desfribilador? Compete a nós fazer a fiscalização”, considerou.
Já o deputado Leonardo Pinheiro (PR) disse haver defasagem no salário dos enfermeiros do Instituto Dr. José Frota (IJF). “Dada a importância que tem o profissional, o salário é pouco”, sublinhou.
CAMPANHA - Mirian Sobreira também enalteceu a passagem do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado hoje. Em todo o país, mobilizações estão sendo feitas para esclarecer a população quanto a estes crimes. Na Assembleia Legislativa, foi lançada a campanha “Quem cala, consente”,
Com isto, o Parlamento quer estimular a realização de denúncias ao Disque 100. “Fortaleza é conhecida como a capital da exploração sexual. Precisamos acabar com esta mancha negra. Temos que combater o silêncio e, principalmente, a indiferença em relação ao tema”, citou a socialista.
Em aparte, o deputado Welington Landim (PSB) lembrou que duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) foram instituídas pela AL em legislaturas anteriores para tratar do tema. Ele criticou a Prefeitura de Fortaleza por não tratar o assunto como prioridade de governo.
“Temos elementos mais do que necessários para envolver todos os poderes e acabar, definitivamente, com esta pecha. Acho que houve uma melhora, mas poderia ter sido muito maior. Foi feito um trabalho muito pequeno para o quê o Ceará necessita”, avaliou.
* Com informações da Agência de Noticias da Assembleia Legislativa
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