A Comissão da Seguridade Social e Saúde da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) recebeu, na manhã desta quinta-feira (28), o técnico de epidemiologia da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), Luciano Pamplona, para apresentação sobre o aumento dos casos de dengue no Ceará.Luciano lembrou que o Estado vive uma epidemia da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo o último boletim da Sesa (15), 11.807 casos foram confirmados até agora.
As mortes já são 25, duas a mais do que as registradas na maior epidemia da história, em 2008. “Estamos acima da nossa média histórica e, no próximo documento, já vamos superar as ocorrências de 2010 inteiro”, disse. Ano passado, o vírus da dengue contaminou 13.143 pessoas.
As mortes já são 25, duas a mais do que as registradas na maior epidemia da história, em 2008. “Estamos acima da nossa média histórica e, no próximo documento, já vamos superar as ocorrências de 2010 inteiro”, disse. Ano passado, o vírus da dengue contaminou 13.143 pessoas.
Diante do quadro, o técnico revelou que a expectativa é de que, nos próximos anos, os casos clássicos diminuam na proporção de aumento do tipo hemorrágico da doença. Em 2011, quatro tipos de vírus estão em circulação. Até então, eram apenas três. Isto coloca toda a população do Ceará suscetível à dengue.
De acordo com o especialista, a Sesa está empenhada não na diminuição dos índices de infestação do mosquito, mas na redução dos óbitos. Há 38 em investigação. “Nossas condições ambientais favorecem a dengue. E não se pode mais dizer que uma criança não tem dengue se ela estiver com o nariz escorrendo. Isto pode não ser virose. Pode ser dengue”, alertou Pamplona, elencando outros sintomas que precisam ser observados pelos profissionais da saúde por também comporem quadros de viroses comuns.
Ele listou febre, diarreia, dor de garganta e dores abdominais intensas. E pediu aos cearenses que, na passagem dos carros UVB (fumacê), abram as portas e janelas de casa. Do contrário, o veneno não entra na residência. Isto reduz a possibilidade de o Aedes aegypti tipo adulto morrer.
Pesquisa do Ministério da Saúde (MS) constatou que 90% dos criadouros do mosquito estão dentro de casa. “O mosquito se reproduz dentro das nossas casas e não só no terreno do vizinho”, frisou o presidente da Comissão da Saúde da AL, deputado Carlomano Marques (PMDB).
* Com informações da Agência de Noticias da Assembleia Legislativa
* Com informações da Agência de Noticias da Assembleia Legislativa
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