Manoel Antônio Nunes Neto *

Nascido em 1º de maio de 1959 na cidade de São Miguel, Rio Grande do Norte, recebeu a graça de ser chamado pelo mesmo nome de seu avô e de seu pai. Foi o segundo filho, sendo o único homem. Depois dele ainda nasceram mais quatro irmãs.

Quando ainda criança sua família mudou-se para o Icó. Foi sempre um menino um pouco levado e brincalhão. Sempre respeitou muito seus pais, tios e aos mais velhos.

Cresceu vendo e ajudando o pai administrar propriedades rurais no Ceará e no Rio Grande do Norte. Teve uma infância normal para sua época.

Durante adolescência, não foi diferente. Fugiu para São Paulo para trabalhar, passado alguns meses de pouco trabalho, alguma necessidade e muita saudade da família, regressou para a família acometido de uma pneumonia.

Posso dizer que ainda na adolescência, pois tinha apenas 17 anos, conheceu talvez o grande amor de sua vida. O tempo decorrido entre o primeiro encontro, a primeira festa juntos, a fuga e o casamento, foi de uma semana. Essa união durou 12 anos e desta nasceram dois filhos. Logo em seguida, de um relacionamento rápido, nasceu sua segunda filha. Do seu terceiro relacionamento não teve filhos.

Quem o encontrava, dificilmente não o via com um sorriso, ou deixava de ser cumprimentado por “meu querido ou minha querida”. Sempre prestativo, não media esforços para ajudar ao próximo, sem nenhuma intenção de mostrar o que fazia e para quem fazia. Muitos dizem que ele soube viver a vida. Foi um homem grande, forte e, diga-se de passagem, bonito.

Teve um grande vício que começou ainda na adolescência e o acompanhou pelo resto da vida, o cigarro. Posso dizer sem medo que foi mais amado do que odiado. Devido a isso muitos de seus amigos perguntavam quando ele entraria para a política.

Quando isso acontecia, ele, sempre com um sorriso no rosto, falava que não gostava de política. Mas, quem o conheceu sabe que ele foi os pés, os braços e muitas vezes a cabeça e a coragem dos primos na política. Foi bom filho e bom irmão. Quanto aos filhos, ensinou mais com seus erros do que com suas virtudes como pai.

Há quem diga que para um homem ser completo, ele precisa plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Sou testemunha de que ele plantou mais de uma árvore, teve três filhos e sua vida, com toda certeza daria um livro.

Hoje, seus amigos e familiares poderiam estar comemorando seus 52 anos de vida, mas a vontade de Deus foi diferente, hoje ele vive apenas nas lembranças de seus amigos, de seus pais, tios e tias, irmãs, primos, sobrinhos, filhos e netos. São 11 anos da mais profunda saudade.

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* Texto escrito
e enviado por Allysson Emmanuel
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Publicado por Jornalismo

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3 comentários :

Anônimo disse...

SAUDADES ETERNA...
AMO, AINDA AMO e TE AMAREI
PARA SEMPRE!
TUA IRMÃ
SANDRA

Fabrício Moreira da Costa disse...

E já passaram mais de uma década do desaparecimento do nosso querido amigo Manoel Neto. Assisti, com Geraldo Sebasto, os seus últimos momentos de vida, no hospital regional de Iguatu. Lembro-me como hoje. O médico, após toda luta por sua vida, ao final, exclamou: “FOMOS AO LIMITE. TODA DIGNIDADE POSSÍVEL FOI UTILIZADA”. Levei os seus pais, comigo, para o Icó. Hoje, resta-nos sua história, o seu sorriso, seu carisma. Afinal, acredito que vida continua de outra forma. Que Deus, nesse dia de aniversário de morte, pacifique o coração da família.(Fabrício Moreira)

Unknown disse...

Meu tio herói... amava muito, sinto muita falta do sorriso dos conselhos do olhar firme e expressivo, morei com ele alguns meses antes de sua partida, nunca vou esquecer dos conselhos e do abraço amigo, um dia vamos nos encontrar no outro plano e vou poder outra vez te dar um forte abraço, saudades eterna ............. Felipe Ramon Guimarães Pinheiro.