A novela em torno do deputado estadual Neto Nunes e se ele continua, de fato, com a vaga na Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) ganhou novo capítulo. Após ter assumido à Casa e ser eleito segundo secretário da Mesa Diretora, um fato novo promete outra querela judicial.O Ministério Público Eleitoral no Ceará apresentou recurso contra a expedição de diploma ao deputado estadual eleito pela coligação PSB/PT/PMDB/PP, Francisco Leite Guimarães Nunes, o Neto Nunes.
O motivo para interposição de recurso é que o Deputado Neto Nunes está inelegível, por ter sido condenado no TRE-CE por captação ilícita de sufrágio (compra de votos) nas eleições de 2006 no município de Icó, no Ceará.
O motivo para interposição de recurso é que o Deputado Neto Nunes está inelegível, por ter sido condenado no TRE-CE por captação ilícita de sufrágio (compra de votos) nas eleições de 2006 no município de Icó, no Ceará.
No recurso, o procurador regional eleitoral Alessander Sales solicita a cassação do diploma de deputado estadual conferido ao candidato Neto Nunes. Também há como pedido, que o deputado estadual eleito apresente as contra-argumentos, se assim desejar, usando todos os meios de provas admitidos em direito para se defender da denúncia relatada.
Segundo o TRE-CE, restou comprovada a responsabilidade de Neto Nunes e dos integrantes de sua coligação, direta ou indiretamente, pelo cometimento, em 2006, de uma série de irregularidades eleitorais, dentre as quais a utilização indevida de recursos de campanha para compra de votos a fim de beneficiar sua candidatura a deputado estadual, a qual foi eleito.
O Recurso contra a expedição do diploma é protocolado no TRE-CE, mas é julgado no TSE, cabendo ao TRE-CE encaminhar os autos a Brasília.
MATÉRIA E DEFESA - Em matéria no caderno "Política", do Jornal O Estado, o texto afirma que os primeiros entraves à sua candidatura tiveram origem em fatos ocorridos no município de Icó, do qual Nunes foi prefeito de 1997 a 2004.
Segundo Nunes, continuando a matéria, ele teria cometido “erros técnicos” na compra sem licitação de combustível para as ambulâncias e transportes escolares do município. “Um empresário de Icó tem um posto de combustível, mas ele não vende para a Prefeitura. Os outros seis postos de gasolina são todos de um só proprietário, que abriu os postos com empréstimos do Banco do Nordeste e do BNDES e não conseguiu o pagamento no tempo hábil. Por isso, ele não tinha as certidões necessárias para participar de licitação”, explica Nunes.
Segundo Nunes, continuando a matéria, ele teria cometido “erros técnicos” na compra sem licitação de combustível para as ambulâncias e transportes escolares do município. “Um empresário de Icó tem um posto de combustível, mas ele não vende para a Prefeitura. Os outros seis postos de gasolina são todos de um só proprietário, que abriu os postos com empréstimos do Banco do Nordeste e do BNDES e não conseguiu o pagamento no tempo hábil. Por isso, ele não tinha as certidões necessárias para participar de licitação”, explica Nunes.
O outro "erro técnico”, de acordo o deputado, ainda na matéria, teria sido o uso de recursos do município no translado dos corpos de 23 moradores de Icó que haviam migrado para São Paulo em busca de trabalho e lá morreram. “Muitas dessas pessoas perderam a vida em São Paulo por acidente de carro, de trabalho, violência. Mandei buscar 23 pessoas, a pedido de familiares que queriam sepultá-las em Icó”. Nunes estima que a Prefeitura gastou, ao longo de oito anos, cerca de R$ 115 mil com o transporte dos corpos.
5 comentários :
Eita que novela sem fim!Todos os cearenses sabem que o Neto Nunes desde quando foi prefeito pela primeira vez no Icó tem ficha suja.Sempre comprando votos em troca de emprego,banheiro,etc......
Agora quem paga são os defuntos? Tem que ter justiça para os políticos corruptos, se a lei existe então que seja cumprida.
O povo cearense agradece.
Eita essa novela é igual a malhação, sem fim, agora mais dinheiro do povo vai ser gasto para derrubar essa liminar.
Tomara que ele não saia, pois ele é um homem que TRABALHA muito, e que faz muito pelo Icó, um político exemplar, atuante como poucos, sempre lutando pelo desenvolvimento dessa região. será uma cassação injusta.
O lamentável em tudo isso é que o ministério público não consegue alcançar o deputado pela condenação dos inúmeros processos a que responde e no apagar das luzes se utiliza de um expediente rasteiro, persecutório, nítidamente querendo atropelar a decisão de mais de quarenta mil eleitores que escolheram Neto Nunes como seu representante, numa afronta a decisão do TSE que entendeu estar o deputado legalmente apto para assumir o mandato. Se o querem fora da vida pública que dê celeridade aos processos que tramitam na justiça federal, afim de enquadrá-lo na lei da ficha limpa. Quem conhece tais processos diz que há sim como imputar responsabilidade penal ao deputado, são muitas as evidências de que quando prefeito Neto Nunes teria praticado inúmeras irregularidades durante os dois mandatos que exerceu. Por estas razões, estaria justificada a cruzada pessoal do procurador Alexander Sales contra o parlamentar icoense. Pelos motivos que este aduz, não há o menor fundamento e ao que parece o procurador exorbita de sua função ao levar uma situação simples de ser resolvida para o lado pessoal.
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