Parece enredo de filme e de fato aconteceu, em Icó. O caso é narrado no livro “A Evolução da Política Criminal e o Novo Tribunal do Júri no Brasil”, de autoria do desembargador Jucid Peixoto do Amaral, integrante da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJ-CE).O livro foi lançado no último dia 28 de outubro, em Fortaleza, e marca os 30 anos de magistratura do desembargador Jucid Peixoto que já publicou três livros: “Manual do Magistrado”, “Manual do Júri”, e “Como se faz uma defesa na Justiça Eleitoral”.
Saindo do academicismo das outras publicações, o desembargador destaca que o livro mostra, dentre outras, coisas, os principais erros judiciais no Brasil e no exterior.
O ICÓ NO LIVRO - O fato ocorrido no Icó data de 28 de agosto de 1825, na Comarca do município. O réu estava condenado à pena de morte pelo pelotão de fuzilamento, e no momento de atirar, por três vezes consecutiva erraram o alvo. A situação improvável e fora do comum fez com que o réu fosse perdoado. Logo após, tornou-se Promotor de Justiça.
O ICÓ NO LIVRO - O fato ocorrido no Icó data de 28 de agosto de 1825, na Comarca do município. O réu estava condenado à pena de morte pelo pelotão de fuzilamento, e no momento de atirar, por três vezes consecutiva erraram o alvo. A situação improvável e fora do comum fez com que o réu fosse perdoado. Logo após, tornou-se Promotor de Justiça.
O fato trazido no livro é interessante e traz um questionamento, na verdade uma dúvida: Será que a pessoa que escapou da morte seria Antônio Pluma, conhecido popularmente como “Pau Brasil”? Na história icoense, as situações se assemelham e dão a possibilidade de afirmação.
Antônio Pluma foi um dos revolucionários da Confederação do Equador. Também condenado ao fuzilamento em Icó, ele ficou em uma cadeira, amarrado e com os olhos vendados por um capuz. Este fato tornou-se um dos milagres apontados pelo Senhor do Bonfim em Icó, este santo que é o Jesus Crucificado.
Voltando a Pluma, na 1ª salva de tiros que o pelotão disparou ele bradou: “Valei-me Senhor do Bonfim”. E nenhum tiro o atingiu. O fato se repetiu mais duas vezes, sendo que o réu foi atingido apenas de raspão, sem nenhuma gravidade.
Diante do fato, o povo, que assistia ao fuzilamento corre e abraça Pluma, impedindo o fuzilamento. Ele é carregado para a Igreja Senhor do Bonfim, e seu fuzilamento é interrompido. A situação é a mesma, resta saber se o personagem também é o mesmo.
Voltando a Pluma, na 1ª salva de tiros que o pelotão disparou ele bradou: “Valei-me Senhor do Bonfim”. E nenhum tiro o atingiu. O fato se repetiu mais duas vezes, sendo que o réu foi atingido apenas de raspão, sem nenhuma gravidade.
Diante do fato, o povo, que assistia ao fuzilamento corre e abraça Pluma, impedindo o fuzilamento. Ele é carregado para a Igreja Senhor do Bonfim, e seu fuzilamento é interrompido. A situação é a mesma, resta saber se o personagem também é o mesmo.
* Imagem acima é a reprodução do quadro "Os Fuzilamentos do Três de Maio", do espanhol Francisco Goya.
** Fonte: TJ-CE, blog do Eliomar e site Direito CE
** Fonte: TJ-CE, blog do Eliomar e site Direito CE
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