Em debate realizado na terça-feira (28), entre os candidatos ao governo do Ceará na TV Verdes Mares, afiliada da Rede Globo no estado, o calor eleitoral elevou os ânimos, quase terminando em agressão física.
As acusações aconteceram entre o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), coordenador da campanha à reeleição de seu irmão, Cid Gomes (PSB), e o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR), que é coordenador da campanha de Lúcio Alcântara (PR).
CLIMA TENSO - O atrito teve início quando o atual governador Cid foi questionado pela imprensa, logo após sair do estúdio, sobre o vídeo em que aparece com a família em viagem à Nova York, nos Estados Unidos.
Em filmagem, divulgada semana passada, Cid aparece ao lado do irmão Ciro Gomes numa limusine e num jatinho em passeio pela cidade americana. O vídeo vem sendo utilizado pela oposição, que defende que houve um suposto uso de verba pública para custear o passeio.
Em filmagem, divulgada semana passada, Cid aparece ao lado do irmão Ciro Gomes numa limusine e num jatinho em passeio pela cidade americana. O vídeo vem sendo utilizado pela oposição, que defende que houve um suposto uso de verba pública para custear o passeio.
De acordo com matéria do Portal UOL, Cid afirmou: "Sempre que viajei de férias, quem pagou minhas despesas fui eu. Sempre que viajei a trabalho, quem pagou foi, naturalmente, o Estado. Se o senhor tem alguma acusação, faça na justiça".
No momento em que Cid negava a acusação, os assessores das duas candidaturas começaram a trocar xingamentos. Ciro Gomes chamou Roberto Pessoa de "vagabundo" e "bandido" e foi acusado de "ladrão" e "mentiroso" pelo coordenador da campanha adversária. Houve início de empurra-empurra e ambos os assessores tentaram evitar um confronto físico.
Logo após este momento, assessores da campanha adversária perguntaram para Cid sobre o "aviãozinho" do passeio, em alusão à paródia de forró usada como trilha sonora de parte da filmagem. "Aviãozinho é a casa do caralho", xingou Ciro Gomes.
O ex-governador Lúcio Alcântara (PR), ao ser questionado, afirmou não saber o que havia acontecido. "Eu não conheço o teor da confusão, mas o coordenador da minha campanha é um homem sério, é uma pessoa correta, é um homem que tem uma vida pública no estado e não aceita desaforo", disse.
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