Uma homenagem mais do que justa a esse homem que levou longe o nome do Icó e do Ceará. Se vivo fosse, neste mês seria comemorado os 188 anos de nascimento de Tristão de Alencar Araripe. Ideias - Tristão de Alencar
Tal registro se torna válido por ocasião da nomeação do ministro Toffoli para o Supremo Tribunal Federal na semana passada, e como meio de homenagear os 188 anos de nascimento de um dos filhos mais ilustres do solo alencarino.
Trata-se do primeiro ministro cearense a ocupar assento na mais alta corte judicial do País. Tristão de Alencar Araripe nasceu em Icó, no dia 7 de outubro de 1821. Poderíamos dizer que este grande homem já nasceu inserido na história, uma vez que era filho de Tristão Gonçalves, um dos líderes da Confederação do Equador, movimento que visava à emancipação nordestina do poder absoluto do imperador.
Formado em Direito, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, o grande cearense exerceu diversos cargos públicos, como juiz municipal de Fortaleza; juiz de Direito, em Bragança, Pará; juiz do comércio, em Recife; desembargador na Bahia e em São Paulo, onde chegou a ser presidente do Tribunal; presidente das províncias do Rio Grande do Sul e do Pará; ministro do extinto Supremo Tribunal de Justiça, que funcionava à época do império; ministro da Fazenda, e também da Justiça, no governo de Deodoro da Fonseca, entre outros. No dia 12 de novembro de 1890 foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal.
Assim, Tristão de Alencar, se tornou o primeiro representante de nosso povo platicéfalo a ocupar um posto de alta relevância no Judiciário. O egrégio jurista também se destacou nos meios culturais. Integrou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro.
Autor de diversas obras, entre as quais: "História da Província do Ceará", "A Questão Religiosa", "Patriarcas da Independência", "Consolidação do Processo Criminal do Império do Brasil" e "Relações do Império - Compilação Jurídica". Escritor de pena leve, conseguiu glórias em suas obras históricas sobre os estados do Ceará e do Rio Grande do Sul. Na seara jurídica foi expoente nos estudos sistemáticos das obras jurídicas do Império. Faleceu no Rio de Janeiro em 3 de julho de 1908.
* Texto de Roberto Victor Pereira Ribeiro - Advogado e escritor
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HISTÓRIA - Tristão de Alencar Araripe (Icó, 7 de outubro de 1821 — Rio de Janeiro, 3 de junho de 1908) foi um escritor, magistrado e político brasileiro.
Filho do coronel Tristão Gonçalves de Alencar Araripe (revolucionário da Confederação do Equador) e de D. Ana Tristão de Araripe, intitulada Ana "Triste", após a morte do marido, foi estudar Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na cidade de São Paulo tendo se graduado em 1845.
Passou por diversos cargos públicos, como juiz municipal de Fortaleza; juiz de Direito de Bragança, no Pará; juiz especial do Comércio, de Recife; desembargador das Relações da Bahia e de São Paulo (das quais foi presidente) e da Corte; presidente do Rio Grande do Sul e do Pará; ministro do Supremo Tribunal de Justiça; ministro da Justiça e da Fazenda (no governo do generalíssimo Deodoro); chefe de Polícia no Espírito Santo, Pernambuco e Ceará; conselheiro de Estado; presidente das províncias do Rio Grande do Sul e do Pará; deputado estadual (em três legislaturas);
oficial da Imperial Ordem da Rosa; e Membro de inúmeras associações culturais dentre elas o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal permaneceu no cargo até 1894, quando se aposentou.
* Fonte: Wikipédia
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