Aniversário: Lavras da Mangabeira comemora 125 anos de emancipação política

Vizinha a cidade de Icó, o município de Lavras da Mangabeira, que já foi território icoense, hoje comemora seus 125 anos de emancipação política.

Uma das cidades mais importantes do Centro-Sul cearense tem seu dia hoje, com comemorações dentro da Semana de Arte, Cultura e Esporte (Seace).

A Seace teve início na última terça-feira (18) e segue até o dia 22 de agosto, com apresentações de bandas, jogos, danças, teatros e palestras. Veja um pouco da história de Lavras da Mangabeira:

HISTÓRIA - Suas origens remontam ao início do século XVIII, quando na região das Minas de São José dos Cariris Novos (atual município de Missão Velha) estabeleceu-se a 'febre' do ouro, abrangendo vastas extensões de terra, alcançando o atual território do município de Lavras da Mangabeira, onde se concentrou de forma mais abundante a extração e a lavagem do ouro, tanto que, em 1712, o governo de Pernambuco passou a se interessar pela extração do minério.

Ali constituindo, em 1751, a primeira expedição para a exploração do ouro, que para ali atraía a cobiça dos aventureiros, no aglomerado urbano que recebeu inicialmente o nome de São Gonçalo das Lavras e, posteriormente, São Vicente das Lavras, nomeando-se o Sargento-Mor Jerônimo Mendes da Paz para cobrança do quinto e manutenção da ordem, visto haverem inquietações nas cercanias das minas.

Verificaram-se, então, diversos conflitos de interesses. Em 1752, acompanhado do ouvidor Proença de Lemos, o Capitão-Mor do Ceará, Luís Quaresma Dourado, estabeleceu-se às margens do rio Salgado, fixando, de forma efetiva, o Governo da Capitania e a Jurisdição sobre as minas de ouro na primitiva Povoação de São Vicente das Lavras, ali permanecendo até 1754, segundo diversos historiadores, entre eles Dimas Macedo, no seu livro Ensaios e Perfis (Fortaleza, Editora Premius, 2004).

Essas aventuras auríferas se fizeram, entre outros, nos sítios Fortuna, Oiteiro, Barreiros e Morros Dourados e, especialmente, no lugar denominado Boqueirão de Lavras. Várias prospecções se realizaram, porém em vão, uma vez que a extração de referido minério se tornou onerosa às Cortes de Lisboa, que determinaram a sua suspensão, em 1758.

Quaresma Dourado retornou então a Fortaleza com a sua comitiva, quando já era Governador da Capitania Francisco Xavier de Miranda Henriques, regressando posteriormente a Lavras, onde fixou residência no atual distrito de Amaniutuba, ali deixando alguns descendentes, contando-se entre eles o escritor, advogado e jornalista Francisco Francílio Dourado (1924-2001).

Nos anos seguintes, a Povoação de São Vicente Ferrer foi assumindo a feição de burgo promissor, com acentuado crescimento populacional, até atingir a condição de Vila, criada por Resolução Régia de 20 de maio de 1816, estabelecendo-se então a sua condição política de município autônomo, desmembrado da Jurisdição do Icó, com a denominação de Vila de São Vicente das Lavras, vindo a instalar-se a 8 de janeiro de 1818, oportunidade em que foi levantado o Pelourinho, símbolo máximo da autonomia municipal.

A Vila de São Vicente das Lavras foi elevada à categoria de cidade através da lei nº 2.075, de 20 de agosto de 1884. O nome Lavras da Mangabeira se deve às históricas "lavras", referência à atividade de mineração na região do município, e ao local aonde o trabalho foi realizado, Mangabeira, que por sua vez tem seu nome advindo da árvore mangabeira (Hancornia speciosa) que é comum na região.

FILHOS ILUSTRES - Nonato Luiz - considerado pela crítica um dos maiores violonistas do Brasil, com temporadas e shows assegurados em diversos países da Europa; Monge beneditino e pintor de renome internacional, Bruno Pedrosa;

Os escritores Joel Linhares e Josaphat Linhares; o poeta e educador Filgueiras Lima; o historiador ex-secretário de Cultura do Ceará, Joaryvar Macedo; o poeta e ensaísta Linhares Filho; o romancista João Clímaco Bezerra; o poeta, contista e ensaísta Batista de Lima; o poeta, jurista e crítico literário Dimas Macedo, todos integrantes da Academia Cearense de Letras.

Lavras é também a terra da artista plástica Sinhá D'Amora, formada pela Academia Nacional de Belas Artes e uma das maiores expressões da pintura brasileira do Século XX. Além dela fazem parte o advogado criminalista especialista em Ciências Penais, Dr. José Cícero Ricarte Vieira; entre outros.

São distritos de Lavras: Mangabeira (antigo São José); Arrojado (antigo Paiano); Amaniutuba (antigo Ouro Branco); Iborepi (antigo Riacho Fundo), além dos povoados de: Sítio Patos 1 e 2, Juazeirinho, Carnaubinha, Limoeiro e Pimentas. Hoje, Lavras detém de uma população estimada em 30.524, segundo o IBGE, e uma extensão territorial de 993 km²


::: PROGRAMAÇÃO DA SAECE__20/08_ -

>> 17h- DESFILE DAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO E TIMES DE FUTEBOL
>> 18h - ABERTURA OFICIAL DA SEACE 2009 - PAÇO MUNICIPAL

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* Fonte: Wikipédia e Portal Lavrense

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Publicado por Jornalismo

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