O problema de falta d'água atinge boa parte do Ceará e do Nordeste, e é a realidade das comunidades do Cascudo, Verdinha e Canto, em Icó, e também em Lajedo e Várzea da Conceição, na vizinha cidade do Cedro. Essa situação foi matéria do Jornal Diário do Nordeste, na sua parte Regional, desta sexta-feira (10).Veja a matéria:
" Famílias reclamam de escassez de água - Sistema de abastecimento de água na zona rural de Icó e Cedro apresenta dificuldades para funcionar
Centenas de famílias da sede do distrito Várzea da Conceição, neste município, enfrentam dificuldades de abastecimento de água. Em várias ruas, o fornecimento só chega nas torneiras das casas no período da noite. A falta de água é um problema antigo, mas agravou-se desde dezembro passado. Os moradores apelam para que o Governo do Estado libere recursos para implantação de um novo sistema de captação e distribuição a partir do Rio São Miguel, que recebe água do Açude Ubaldinho.
A dona-de-casa, Marinete Camilo, disse que a água só chega no período da noite. Quem mora nas áreas mais elevadas enfrenta maior dificuldade. É o caso das famílias das ruas Vicente Ferreira Santos, Maria Gorete e São Sebastião. “Em dezembro, a água só veio no período da festa da nossa padroeira, Imaculada Conceição”, contou a aposentada Hilda Matos.
Venda de água - Em face da dificuldade de abastecimento, muitas famílias necessitam comprar água. Um dos fornecedores é o agricultor Manoel Lima, que chega a vender até mil litros por dia. Ele faz a coleta no Açude Padre João e transporta a água em ancoretas no lombo de três jumentos. “Faço até dez viagens por dia porque o açude fica um pouco distante”, conta. Cem litros custam R$ 3,00.
A cada dois dias, a dona-de-casa, Francisca Ferreira Lima compra 100 litros. “O jeito é comprar porque a água vem pouco e só chega pela madrugada”, disse.
Alguns moradores vão pegar água no Açude Padre João utilizando bicicletas e jumentos. É o caso do agricultor, Francisco Pinto. “Aqui na comunidade sempre houve dificuldade de água”, contou. A dona-de-casa, Valdilene de Oliveira Silva, grávida de seis meses, todos os dias caminha até o reservatório para coletar água. “É o jeito, pois não tenho condição de comprar sempre”, disse.
Desde 2002, as comunidades rurais de Cascudo, Canto e Verdinha, pertencentes ao município de Icó, e Lajedo e Várzea da Conceição, em Cedro, recebem água de uma adutora de 30km de extensão que faz a captação de água no Açude Lima Campos. O sistema de abastecimento, ao longo desse período, apresentou várias dificuldades para funcionar com regularidade diária.
Demanda - Não há força suficiente para atender à demanda das cinco comunidades. Um outro problema refere-se ao pagamento do consumo de energia elétrica para o bombeamento da água, que deve ser dividido entre os municípios de Icó e Cedro. Ocorre atrasos e corte no fornecimento diário.
“Todos esses fatores contribuem para a irregularidade no abastecimento”, explica o vereador Maurício Sabino, responsável pelo sistema local. “O valor arrecadado é inferior às despesas”, aponta ele, justificando o problema.
DIFICULDADE -
"Muita famílias aqui têm dificuldades até para comprar água e o sofrimento é enorme, para todos nós".
Vera Lúcia dos Santos
Dona-de-casa
"Não tenho condição de sempre comprar água e o jeito é ir pegar diariamente no açude. O trabalho é grande".
Valdilene Silva
Dona-de-casa
"Durante o dia não há água nas torneiras e temos de ficar a madrugada esperando".
Marinete Camilo
Dona-de-casa "
Venda de água - Em face da dificuldade de abastecimento, muitas famílias necessitam comprar água. Um dos fornecedores é o agricultor Manoel Lima, que chega a vender até mil litros por dia. Ele faz a coleta no Açude Padre João e transporta a água em ancoretas no lombo de três jumentos. “Faço até dez viagens por dia porque o açude fica um pouco distante”, conta. Cem litros custam R$ 3,00.
A cada dois dias, a dona-de-casa, Francisca Ferreira Lima compra 100 litros. “O jeito é comprar porque a água vem pouco e só chega pela madrugada”, disse.
Alguns moradores vão pegar água no Açude Padre João utilizando bicicletas e jumentos. É o caso do agricultor, Francisco Pinto. “Aqui na comunidade sempre houve dificuldade de água”, contou. A dona-de-casa, Valdilene de Oliveira Silva, grávida de seis meses, todos os dias caminha até o reservatório para coletar água. “É o jeito, pois não tenho condição de comprar sempre”, disse.
Desde 2002, as comunidades rurais de Cascudo, Canto e Verdinha, pertencentes ao município de Icó, e Lajedo e Várzea da Conceição, em Cedro, recebem água de uma adutora de 30km de extensão que faz a captação de água no Açude Lima Campos. O sistema de abastecimento, ao longo desse período, apresentou várias dificuldades para funcionar com regularidade diária.
Demanda - Não há força suficiente para atender à demanda das cinco comunidades. Um outro problema refere-se ao pagamento do consumo de energia elétrica para o bombeamento da água, que deve ser dividido entre os municípios de Icó e Cedro. Ocorre atrasos e corte no fornecimento diário.
“Todos esses fatores contribuem para a irregularidade no abastecimento”, explica o vereador Maurício Sabino, responsável pelo sistema local. “O valor arrecadado é inferior às despesas”, aponta ele, justificando o problema.
DIFICULDADE -
"Muita famílias aqui têm dificuldades até para comprar água e o sofrimento é enorme, para todos nós".
Vera Lúcia dos Santos
Dona-de-casa
"Não tenho condição de sempre comprar água e o jeito é ir pegar diariamente no açude. O trabalho é grande".
Valdilene Silva
Dona-de-casa
"Durante o dia não há água nas torneiras e temos de ficar a madrugada esperando".
Marinete Camilo
Dona-de-casa "
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