O Icó é rico em sua história e seus movimentos de participação popular. Uma prova disso é a participação icoense no movimento da independência do Brasil, em 1822, já acontecido na Confederação do Equador, de 1817. Trazemos um trecho do livro O Movimento da Independência (1821-1822), de Oliveira Lima.Em seu capítulo V, intitulado "O regime das juntas provinciais. Luís do Rego em Pernambuco e José Bonifácio em São Paulo", ele cita a agitação que havia no Ceará por conta dessa tentativa da independência. E no Sul, no interior cearense, uma cidade chamava a atenção. Icó. O Icó desenvolvido que dava trabalho com sua agitações. Confira o trecho abaixo:
" Não houve capitania que mais sofresse desse estado de coisas (agitação) do que o Ceará, que em 1821-1822 passou pelas mudanças comuns a todas: a deposição do governador, que era um oficial de marinha - no dizer de João Brigido [19], avaro, devoto e poltrão -;
a organização de uma junta constitucional sob a presidência do comandante da força de linha Francisco Xavier Torres e a sua substituição por outra junta, nomeada pelos eleitores dos deputados às Cortes de Lisboa.
A independência foi proclamada em Icó a 16 de outubro de 1822, ao se reunirem ali os eleitores do sul da província para a escolha dos constituintes brasileiros.
O governo temporário por eles organizado, pela aliança de Tristão de Alencar Araripe, um dos implicados na revolução de 1817, com o chefe realista Filgueiras, tomou conta do Ceará e decidiu socorrer o Piauí contra a truculência de José da Cunha Fidié, que não permitia à província juntar-se à causa da independência e rebatia pelas armas as forças dos patriotas.
A expedição cearense compunha-se de vaqueiros mal-armados, mal-abastecidos e mal comandados, mais se assemelhando a um movimento de tribo nômada, mas tinha por si o número - 6.000 homens, e o cerco posto a Caxias, onde se acoutara Fidié, redundou na capitulação deste (1.º de agosto de 1823). "
0 comentários :
Postar um comentário