As fortes chuvas, que ainda não fazem parte da quadra invernosa, já vem assustando o Icó. Desta vez, a localidade de Pedrinhas foi onde mais se sentiu a força da natureza. Árvores no chão, casas destruídas ou destelhadas fizeram parte da realidade depois da chuva de 60 mm caídas na cidade. A situação atingiu parte do perímetro e estradas.
Além deles, a chuva foi sentida na sede do Icó. Na delegacia, as águas tomaram conta do prédio devido às fortes chuvas. Veja a matéria do Jornal Diário do Nordeste desta sexta-feira (23), sobre essa situação crítica em Icó, onde é esperado o auxílio do poder público na resolução dos problemas:
" Chuvas destroem casas na zona rural de Icó - Mesmo na pré-estação, as chuvas já estão provocando prejuízos em algumas cidades do Interior
Os moradores da localidade de Pedrinhas, no Perímetro Irrigado Icó – Lima Campos, vivem momentos de medo, desde a última quarta-feira. Nesse dia, uma chuva veio acompanhada de forte ventania que destruiu uma casa, derrubou árvores, quebrou vidros de portas e janelas e destelhou parte de uma dezena de residências da localidade.
De acordo com o relato dos moradores, o vento forte provocou barulho intenso e causou medo. “Foi horrível”, disse a dona-de-casa, Genileuda Lima. Uma casa caiu, mas no momento não havia ninguém no interior do imóvel, que nos últimos meses estava funcionando como sorveteria. O teto e as paredes ruíram destruindo mesas, cadeiras, balcão e ainda um congelador.
A destruição do imóvel, pertencente a Alcilene Ferreira, atingiu a casa vizinha, do agricultor Francisco Ferreira. “Tivemos que retelhar parte da coberta da área e da cozinha e uma parede ficou abalada”, contou Ferreira.
O produtor rural Francisco Eudo Moreira disse que essa foi a primeira vez que um vento forte atingiu a comunidade, mas a dona-de-casa, Genileuda Lima lembra que, exatamente, há 10 anos um vento forte derrubou prédios e telhados na cidade de Icó.
Após a chuva e a ventania alguns moradores, temendo a volta de novas precipitações, fizeram o retelhamento dos pontos atingidos. Parte do telhado da capela da comunidade ficou destelhado. No conjunto Pedrinhas moram cerca de 100 famílias. “Todos aqui tiveram medo”, contou a dona-de-casa, Luzinete Melo.
“Tudo aconteceu muito ligeiro, mas foi horrível”. Duas famílias, temendo o retorno das chuvas, preferiram fazer mudança ainda na tarde da quarta-feira para casa de parentes na cidade de Icó.
Desde a última quarta-feira e até ontem, a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) registra precipitações pluviométricas em, praticamente, todo o Estado. As maiores quantidades de chuvas são verificadas no Litoral, zona norte e região do Cariri. O município de Cruz, na região norte, foi o que registrou a maior ocorrência (143mm), seguido por Quiterianópolis (140mm).
ALAGAMENTO - Delegacia da Polícia Civil fica “ilhada”Icó. Chuva registrada na madrugada de ontem deixou ruas alagadas na sede deste município. A Delegacia Regional de Polícia Civil ficou alagada. A unidade localiza-se no Centro da cidade. As instalações, que já são precárias, agora ficaram ainda piores. Toda a estrutura física, tais como paredes, pisos e tetos, está comprometida. Esta não é a primeira vez que os policiais da unidade enfrentam o problema.
Há poucos meses, parte do teto de gesso interno desabou e por pouco não feriu alguém. A Delegacia é responsável por mais seis municípios da região. Desde o ano passado, conta somente com uma viatura para cobrir toda a área. O outro veículo está há quase um ano na oficina, aguardando o conserto de problemas mecânicos.
As chuvas das últimas horas totalizou 63 milímetros, deixando ainda mais preocupados os funcionários da unidade de segurança pública. Não há condições de os policiais desenvolverem nem mesmo as atividades internas, mais burocráticas.
Nova sede - Qualquer chuva na cidade é o suficiente para alagar e ilhar a Delegacia, segundo testemunham os policiais. Já faz muito tempo que a população aguarda um novo prédio. O atual, além de ser bastante precário, é alugado.
A construção de uma nova sede para o trabalho de segurança no município, é uma das principais demandas locais. Reivindicação nesse sentido já foi encaminhada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. "
HONÓRIO BARBOSA - Repórter
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