Bárbara de Alencar é tema de palestra nesta terça no Teatro da Ribeira dos Icós

Uma tarde de reviver o passado e celebrar os feitos da mulher que é considerada heroína para muitos e que marcou a História do Ceará.

Às 14h desta terça-feira [8], no Teatro da Ribeira dos Icós receberá a presença do escritor e poeta Gylmar Chaves, que irá proferir uma palestra sobre palestra Bárbara de Alencar e a Construção do Sentimento de Cidadania.

O evento visa reforçar, através da história de Alencar, a cidadania e a do sentimento de pertencimento de nação e que por meio dos jovens estudantes de hoje  irão ser a maioria dos nossos trabalhadores e dos que mais vão ter de defender os direitos de cidadania e repassá-los para as gerações seguintes.

A partir da vida apresentada da avó do romancista José de Alencar, será apresentado uma das figuras humanas que mais defendeu a cidadania no tempo da colônia e da escravidão.

BIOGRAFIA Em 2010, foram comemorados 250 de nascimento de Bárbara de Alencar [Exu-PE, 1760 - Fronteiras - PI, 1832]. Nascida na Chapada do Araripe, se mudou para o Crato depois do casamento, em 1782, com José Gonçalves dos Santos, comerciante de tecidos naquela vila, com quem teve quatro filhos.

 Foi a primeira mulher a se envolver, para valer, em política no Brasil - durante a revolução pernambucana de 1817, com vistas à Independência e à República. O Ceará e outras províncias limítrofes aderiram .

Bárbara de Alencar liderou esse movimento no Crato, ampliando a revolução em Pernambuco. Ela declara a independência e proclama a República do Crato, assumindo a presidência. Com a derrota em Pernambuco, a rebeldia nas demais províncias foi sendo desmontada pelas forças do Conde dos Arcos, governador da Bahia, a mando de dom João 6º.

Bárbara foi presa em Fortaleza. Por quatro anos, foi mantida presa em Fortaleza, Recife e Salvador. Ganha a liberdade no ato de anistia geral de novembro de 1821. Teve quatro filhos, três homens. Em 1824, outra revolução em Pernambuco: a Confederação do Equador, liderada por Frei Caneca. No âmbito desse movimento, no Ceará, Crato, Icó e Quixeramobim aderiram.

Seus três filhos homens se envolveram. Em 26 de agosto de 1824, foi declarada a República do Ceará e designado presidente Tristão de Alencar, um dos filhos de Bárbara. A repressão das forças imperiais culminou com a morte de dois de seus filhos: Tristão e Carlos.

José Martiniano de Alencar sobreviveu e, mais tarde, terminou se credenciando como deputado às cortes constitucionais de Lisboa. Foi governador do Ceará e senador. Seu filho José de Alencar foi escritor, poeta e fundador do indianismo com seu "O Guarani".

A força da memória de Bárbara de Alencar ressurgiu em 1869, na escolha de senador em uma lista tríplice. Os conselheiros de dom Pedro 2º sugeriram o veto a José de Alencar, apesar de ele ter sido ministro da Justiça pouco tempo antes. O temor era que as ideias republicanas que começavam a ser reativadas pudessem coincidir com o DNA de José de Alencar.

O PALESTRANTE Oriundo da região Jaguaribana cearense, Chaves foi estudante do Curso de Licenciatura em música da Uece, mas foi nas escritas que deixou sua marca. A construção do Museu da Imagem e do Som a partir da memória local foi discutida por ele em quase todo o Ceará. 

Gylmar foi um dos idealizadores e articuladores para a sua realização do Encontro Mestres do Mundo, também um evento produzido pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, em Limoeiro do Norte, percorreu inúmeros recantos do sertão jaguaribano para introduzir o conceito desse que é considerado um dos mais festejados eventos do país sobre a cultura tradicional popular. 

Gylmar Chaves iniciou o processos para a criação da Secretaria da Cultura de Limoeiro do Norte, a primeira do Vale do Jaguaribe, ocupando esse cargo por duas vezes. Em Fortaleza, exerceu o cargo de diretor do Museu da Imagem e do Som. Foi membro do Conselho Administrativo do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, da Comissão de Anistia Wanda Sidou do Estado do Ceará, da Comissão de Difusão do Hino do Estado do Ceará e do Conselho do Idoso do Estado do Ceará.

Consta ainda na sua vasta obra artística a produção do documentário "Caminhos", que retrata a festa religiosa de Jesus, José e Maria na comunidade de Marrecas, município de Tauá, na região dos Inhamuns, dirigido por Eliza Günther e Heraldo Cavalcanti. 

Sobre Brinquedos populares – uma alternativa lúdica, pesquisou em 35 cidades do interior cearense que depois virou livro editado pelo UNICEF, destinado a professores de creches e pré-escolas. Entre suas experiências se encontra as políticas sociais, quando na favela do Pirambú, em Fortaleza, trabalhou na produção de importante trabalho sobre os processos criativos da criança, com o apoio do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais, do Rio de Janeiro/RJ, co-financiado pela Cáritas.


* Com informações da Ascom da PMI [blog Central Icoense],  FAFIDAM Uece e Enciclopedia Nordeste
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Publicado por Jornalismo

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