Pesquisa de campo do Inventário Florestal do Ceará começa em outubro

Após assinatura da Ordem de serviço, em setembro será realizado o  treinamento e em outubro a coleta das informações do Inventário Florestal do Ceará. 
 
O ato solene ocorreu na última quinta-feira [8], durante a 221ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual do Meio Ambiente [Coema], na sede da Superintendência Estadual do Meio Ambiente [Semace], o presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente, Paulo Henrique Lustosa se reuniu com a equipe para dirimir dúvidas. 
 
A orientação foi para que as Unidades de Conservação também façam parte da amostra. O trabalho objetiva colher informações qualitativas e quantitativas dos recursos florestais locais, para, a partir daí, estimular a formulação e execução de políticas públicas de desenvolvimento, uso e conservação desses recursos.

O superintendente da Semace, Ricardo Araújo sugeriu que as Áreas de Proteção do Governo Federal, como Parque Nacional de Ubajara e o de Jericoacoara também sejam incluídas nesse adensamento de pontos a serem visitados. O responsável pela metodologia do plano de execução do Inventário, no país, João Alberto Freitas espera que em 10 meses, a coleta tenha se efetivado. Diz que o foco será a existência de floresta e não a perda, além da qualidade e condição, uso pelas populações, produção, enfim a saúde do ecosistema e informações estratégicas.

Um dos destaques na fala de Paulo Henrique, foi a possibilidade de se descobrir novas espécies na fauna e flora cearense. A perspectiva é que de cinco em cinco anos haja uma atualização desses dados. 

O Ceará é o Estado que mais tem plano de manejo, no Nordeste: são 260. Ao todo, serão 370 amostras, distantes uma das outras 20 quilômetros, espalhados nas mesorregiões Noroeste, Norte, Metropolitana de Fortaleza, Sertões Cearense, Jaguaribe, Centro-Sul e Sul.

Em cada local será anotado o nome das espécies encontradas, colhidas amostras do solo, analisada a saúde e vitalidade das árvores, madeira morta, entre outros aspectos. Quatro pessoas que moram num raio de dois quilômetro de cada amostra serão entrevistadas para que se obtenham informações quantitativas e qualitativas da relação entre o homem e a flora.

Nesse momento, as áreas urbanas ficarão de fora do Inventário Florestal do Ceará. Contudo, as regiões com relevante caráter ambiental, a exemplo das unidades de conservação, a distância existente entre uma área e outra de amostragem será minimizada, consequentemente aumentando o número de amostras e de informações.

Com o inventário pronto, espera-se ter o conhecimento aprofundado sobre a área de cobertura florestal, biodiversidade, dinâmica das florestas, características do solo, fragmentação florestal, nível de degradação, percepção dos usuários da floresta sobre os seus recursos, estoque de biomassa e carbono etc. O inventário no Ceará é uma parceria entre o Governo do Estado, através da Semace, e o Serviço Florestal Brasileiro [SFB].


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Publicado por Jornalismo

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