Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará [Ipece], órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão [Seplag] do Governo do Estado.
A informação faz parte do trabalho Ipece Informe 38 – agosto de 2012 – Perfil Municipal de Fortaleza – Tema V: Aspectos Educacionais, coordenado por Luciana Rodrigues, técnica do Instituto.
Apesar de ser a quinta capital que mais evoluiu no período - um incremento de mais de 400 mil pessoas nesta faixa etária alfabetizada -, Fortaleza ainda se encontra entre as sete capitais com a menor proporção de pessoas que sabem ler e escrever, ocupando a 21ª posição [2010], apenas uma acima da apresentada no ano 2000.
Segundo o professor Flávio Ataliba, diretor Geral do Ipece, o estudo foi realizado com base nos dados do Censo de 2000 e 2010 do IBGE e do Índice de Desempenho da Educação Básica [Ideb] e Prova Brasil/Saeb, ambos divulgados pelo Inep/MEC.
FORTALEZA - O trabalho constatou uma redução no valor absoluto da população [de 4 a 17 anos] que estava matriculada e frequentando alguma rede de ensino na capital do Ceará. Em 2000, a população nesta faixa de idade somava 605.580 pessoas.
Deste total, 542.873 estavam na escola, o que corresponde a 89,65 por cento desta população. Já em 2010, 553.416 pessoas tinham de 4 a 17 anos de idade, sendo que 512.133 estavam na escola. Assim, Fortaleza ocupava a 14ª posição, com 92,5 por cento da população em idade escolar frequentando a escola.
Mas apesar do crescimento relativo no total de pessoas frequentando a escola e a redução absoluta de pessoas nesta faixa de idade, a capital cearense, perdeu três posições em relação ao ano de 2000. Das cinco capitais que possuem a maior proporção de pessoas nessa faixa de idade na escola, quatro delas estão na região do Nordeste: Teresina, Aracaju, São Luis e Recife. Dentre as 10 capitais que apresentaram a maior variação entre 2000 e 2010, destacam-se: Rio Branco, Palmas, Manaus, Campo Grande, Maceió, Curitiba, Macapá, Porto Velho, São Paulo e Brasília.
ANALFABETISMO - O analfabetismo absoluto, caracterizado pela incapacidade de uma pessoa ler e escrever é calculado para a população acima de 15 anos de idade. De acordo com resultado do estudo do Ipece, este indicador tem declinado lentamente na ultima década, refletindo a insuficiência do sistema de ensino de décadas passadas, que deixou à margem do processo de ensino grande parte da população.
Fortaleza, em dez anos, foi a sétima capital que mais reduziu o número de analfabetos. No entanto, ainda possui uma das maiores taxas de analfabetismo registrado entre as capitais brasileiras, ocupando a sétima posição em 2010, com 6,9 por cento da população com 15 anos ou mais analfabeta, o que representa mais de 130 mil pessoas residente na capital sem nenhuma instrução escolar.
As capitais com menores taxas neste indicador, em 2010, foram Florianópolis [1,9%], Curitiba [2,1%] e Porto Alegre [2,3%], todas localizadas na Região Sul do Brasil. Enquanto que as maiores taxas estão entre as capitais do Norte e Nordeste, como: Maceió [11,4%], Rio Branco [9%], Teresina [8,85%] e Natal [7,9%].
0 comentários :
Postar um comentário