Os dados são de levantamento do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior [Andes-sn]. A UFC e Unilab ainda estão com suas atividades normais.
A principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de carreiras e até o momento não houve avanço no sentido de que os magistrados retornem às salas de aula.
O sindicato defende que o atual modelo não permite uma evolução satisfatória do professor ao longo da profissão. A greve já dura mais de 15 dias.
MOBILIZAÇÃO - Na próxima terça-feira [5], os professores em greve participam de uma marcha organizada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais [SPF], em Brasília. Caravanas de todo o país estarão na ocasião e são esperados cerca de 20 mil pessoas.
Na última quinta-feira [31/5], o Conselho Nacional da FSU [Fédération syndicale Unitaire], a Federação dostrabalhadores franceses, confirmaram apoio aos docentes das instituições federais brasileiras que estão de braços cruzados.
Ainda no mesmo dia, representantes do Comando Nacional de Greve [CNG] dos professores federais participaram do Pleno da Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior [Andifes], encontro nacional que reúne os reitores das 59 Universidades Federais Brasileiras.
HISTÓRICO - Em 2011, o governo fechou um acordo com a categoria. Ele previa a revisão do plano de carreiras para 2013, além de um aumento de 4%, a partir de março, e a incorporação de gratificações. Os dois últimos pontos já foram concedidos, mas o novo plano continua pendente.
Na última semana, o comando de greve tinha uma reunião de negociação marcada no Ministério do Planejamento, mas o encontro foi adiado pelo próprio governo. O sindicato diz que não recebeu nenhuma justificativa para o cancelamento da reunião. O ministério informou, por meio da assessoria de imprensa, que o encontro foi apenas adiado por razões de "agenda" e será remarcado.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, fez um apelo para que os professores retomem suas atividades e justificou o atraso nas negociações por causa da morte, em janeiro, do secretário executivo do Ministério do Planejamento, Duvanier Costa, que era responsável pela negociação salarial de todo o serviço público federal.
* Com informações da Agência Brasil e Andes
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