PRODUÇÃO - O país deve produzir em 2012, 159,3 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, segundo estimativa do IBGE.
A projeção, referente ao mês de abril, indica uma queda de 0,5% em relação ao mesmo período do ano passado [160,1 milhões de toneladas] e um aumento de também 0,5% na comparação com março deste ano.
Os dados indicam que a área a ser colhida em 2012 totaliza 50,2 milhões de hectares, um aumento de 3,2% em relação à de 2011 e de 0,8% sobre a do mês de março. O arroz, o milho e a soja – que juntos representam 91,2% da produção nacional – vão responder por 84,3% da área a ser colhida.
De acordo com o levantamento, em relação a 2011, a produção de arroz apresenta uma redução de 11,6% na área destinada à colheita. Já a produção do milho terá acréscimo de 14,1% e a da soja, de 3,1%.
Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com uma participação de 23%, seguido do Paraná, com 19,3%, e Rio Grande do Sul, com 12,6%. Na comparação com a safra passada, a previsão do IBGE mostra que houve aumentos nas regiões Nordeste [2,6%], Sudeste [6,9%], Norte [4,6%] e Centro-Oeste [15,0%]. Apenas no Sul foi verificado um decréscimo de 16,2%.
O IBGE informou que o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola analisa mensalmente 26 produtos, com a colaboração da Companhia Nacional de Abastecimento [Conab], órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, obedecendo a um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em outubro de 2007, para as principais lavouras brasileiras.
CONAB - Já a Companhia, estima que área plantada com grãos no país na safra 2011/2012 é 51,68 milhões de hectares, de acordo com o oitavo levantamento. A área é 3,6%, ou 1,81 milhão de hectares, maior do que a plantada na safra anterior, 49,87 milhões de hectares. Apesar desse aumento, o volume colhido deve ser 160,06 milhões de toneladas, uma queda de 1,7% em relação ao ciclo 2010/2011, que atingiu o recorde de 162,8 milhões de toneladas.
Segundo a Conab, o principal motivo da queda de produção foram as condições climáticas desfavoráveis, principalmente no período entre 15 de novembro de 2011 e 15 de janeiro deste ano. A estiagem na Região Sul e em parte do Sudeste, além do sudoeste de Mato Grosso do Sul, afetou as lavouras de milho e soja, os dois principais produtos em volume plantado.
As culturas que cresceram em área foram as de milho e soja. Arroz e feijão sofreram redução de área plantada. De acordo com a Conab, o feijão, a queda se deve a problemas de comercialização, à estiagem no Nordeste e a preços baixos. No caso do arroz, a redução ocorreu por falta de água nos reservatórios, aumento do custo de produção e também preço pouco atrativo aos produtores.
A Conab informou ainda que “a estiagem castiga a produção em geral” no Semiárido do Nordeste e a queda na produção deve chegar a 40%, o que representa uma redução de 1,24 milhão de toneladas de grãos, principalmente milho e feijão.
* Com informações da Agência Brasil
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