Ela também pediu “transparência” acerca dos empréstimos consignados dos servidores públicos do Estado.
“É importante ressaltar que o caso dos kits sanitários já teve comprovadas graves irregularidades. Agora, falta dar nome aos bois, apurar e punir os envolvidos”, disse Eliane Novais. “A Assembleia tem obrigação de tomar parte disso e exercer seu papel fiscalizador”, pregou.
Segundo a deputada, também foi “negada qualquer iniciativa de se apurar e fiscalizar as denúncias” relacionadas aos empréstimos consignados dos servidores estaduais.
O pronunciamento da parlamentar foi motivado pela denúncia de quebra de decoro parlamentar que recaiu sobre o senador Demóstenes Torres [DEM-GO]. “Esse é mais um triste episódio que macula a imagem da política brasileira e contribui para o discurso de que a corrupção paira de forma generalizada na política”, avaliou a socialista.
Para Eliane Novais, “o caminho para resgatar minimamente a imagem do parlamento seria a cassação do senador”. A Polícia Federal comprovou relações entre o senador e o chefe da máfia dos caça-níqueis de Goiás, Carlinhos Cachoeira.
“É fundamental que não sejam mais aceitas no parlamento a postura retrograda em relação ao que se espera de um representante do povo e diante da postura da presidente Dilma Rousseff”, defendeu.
“Se o DEM não expulsar, se a comissão de ética não tomar providências urgentes, poderemos ter em abril um arrefecimento sobre o julgamento do ‘mensalão’, que é o maior escândalo político das Américas”, ponderou em aparte o deputado Fernando Hugo [PSDB] sobre o caso envolvendo o senador do Democratas, Demóstenes Torres.
Já o vice-líder do Governo, deputado Carlomano Marques [PMDB], defendeu o Governo do Ceará em relação aos empréstimos consignados, denúncia que veio à tona por meio do deputado Heitor Férrer [PDT]. “Em nenhum tipo de aritmética, não consegui compreender como é que existe esse lucro dos empréstimos consignados”, afirmou.
* Com informações e imagem [foto: Paulo Rocha] da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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