O parlamentar citou artigo publicado no jornal O Globo de 28 de janeiro, onde o senador e professor Cristovam Buarque avalia a questão da educação e seus gargalos para o crescimento da Nação.
Teodoro explicou que, apesar dos avanços registrados nos últimos anos, há 2,8 milhões de crianças e jovens fora da escola, sendo 1,7 milhão com idades entre 15 e 17 anos. “Grande parte dos nossos alunos não concluem o secundário. Não há universalização do ensino médio”, acentuou.
ÁUDIO DO PARLAMENTAR
O deputado também citou recente pesquisa apontando que mais da metade dos alunos no terceiro ano do fundamental não consegue calcular, demonstrando a deficiência do ensino. Explicou que no Ceará há um exemplo de sucesso: a educação em Sobral, “que vai ser colocada como modelo no Plano Nacional de Educação”.
Conforme Teodoro, apesar de a educação ser apontada como prioridade, há lacunas que precisam ser supridas. O parlamentar observou ainda que a população hoje está mais consciente e mais exigente, cobrando dos gestores públicos uma educação de qualidade. Essa mudança de mentalidade, segundo o tucano, foi apontada na pesquisa do instituto Datafolha.
“Está na hora do choque de educação nesse país. No Ceará, a administração se pauta nesses princípios, incluindo os programas de qualidade e profissionalismo do quadro de pessoal”, disse.
Como exemplo para o Brasil, Teodoro citou a Coreia do Sul e a Irlanda, que por 10 anos programaram a educação de qualidade. “Se isso não acontecer, o país não se desenvolve. Não há milagre, esse é o caminho que deve ser imitado urgentemente, se quisermos ter uma posição de destaque no mundo contemporâneo. Vivemos na sociedade do conhecimento. Isso é o que transforma o homem”, assinalou.
Entre os avanços já registrados desde a década de 1990, Teodoro citou a Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional [LDB]; a criação de fonte de financiamento para a qualificação de professores; o Fundeb; o Enade, o Enem e a Prova Brasil; e o aumento de vagas no ensino superior, com o Prouni, que distribui bolsas nas redes privadas para alunos que não conseguiram ingressar no ensino público.
* Com informações, imagem e áudio da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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