Deputada Mirian Sobreira diz que falta de PSFs no Interior superlota HGF

Na ocasião da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará [AL-CE] desta sexta-feira [16], a deeputada Mirian Sobreira [PSB] afirmou que o Hospital Geral de Fortaleza [HGF] está passando por dificuldades porque muitos municípios do Interior do Estado abandonaram as ações básicas de saúde.

Segundo ela, diariamente chegam a Fortaleza cerca de 10 ônibus e 10 Topics trazendo pacientes que poderiam ser tratados em suas cidades de origem. Ela salientou ainda que o HGF foi um dos hospitais que passou por reforma ampliando o número de leitos e equipe médica.

Apesar das ampliações, conforme explicou, há uma sobrecarga no atendimento por falta de investimentos na saúde primária, “Os PSFs não funcionam. É preciso que se invista nesse programa. Em exames simples como de citologia oncótica, o paciente espera de três a quatro meses para realizar. O câncer de colo, que é 100% curável, quando a paciente não é atendida, ela vai parar nas filas do HGJ. Mas a situação estaria bem pior se não tivesse hospital do Cariri, atendendo o Cariri”, acentuou.

Para a solução da questão da saúde, Mirian Sobreira defende que é preciso ter paciência. “Sabemos que existe problema. E que há muita força de vontade para resolver o problema. Temos a responsabilidade de denunciar que hospitais que estão fechando no Interior, prejudicando todo o sistema”. No Iguatu, com certeza os pacientes irão para o Hospital do Cariri ou para o HGF, com a privatização de uma unidade municipal. É preciso que se cobre dos municípios mais ações.

PROFISSIONALIZAÇÃO - Mirian Sobreira também destacou em seu pronunciamento o programa Novo Olhar, que está dando condições de profissionalização para jovens de 12 a 17 anos que estão cumprindo penas educativas com privação de liberdade. Segundo ela, três empresas cearenses estão treinando e remunerando esses jovens com um salário mínimo, evitando que após o cumprimento da pena eles não voltem a reincidir ou às drogas.

O programa é desenvolvido pela Secretaria do Trabalho e Assistência Social. E abrangem os adolescentes de 14 centros de ressocialização. Em aparte, o deputado Tomaz Holanda [PMN] disse que é sabida a dificuldade de reeducação nos centros de recuperação. “Se tivesse mais empresas privadas, para recuperar, e dar uma ocupação, com certeza os resultados seriam melhores. A ociosidade leva ao retorno às drogas. Que outras empresas venham sé somar a esse esforço”, conclamou.


* Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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Publicado por Jornalismo

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