O Icó entre dois times: Situação x Oposição! *


A falta de alternativas na política de Icó faz com que, nesse momento, um ano antes para as convenções partidárias do próximo pleito municipal, esteja tão morno que chega a ser preocupante.

Preocupante porque, pelo andar da carruagem, teremos novamente os mesmos protagonistas para a eleição majoritária. Tanto o prefeito Marcos Nunes (PMDB), como o ex-prefeito Jaime Júnior (DEM), caminham para se enfrentarem nas urnas em 2012, como ocorreu em 2008.

Jaime continua sendo o nome mais forte da oposição, porém pouco tem aparecido no município. E quando aparece, como recentemente, é rápido, se transformando numa visita a familiares e alguns possíveis aliados e correligionários.

Enquanto não houver um plano de governo para debater o Icó em toda sua plenitude e icoenses de "peso" que possam o seguir, a postulação continuará do jeito que está. Para alguns, o possível candidato ainda é motivo de dúvida.

Para outros, amarga uma rejeição, diferentemente de 2008, quando por alguns meses governou a terrinha, por ordem judicial, em virtude do afastamento do ex-prefeito Cardoso Mota (PSDB) pela Justiça.

Naquela ocasião, a candidatura de Jaime Júnior estava numa situação confortável. O candidato era vice-prefeito, foi prefeito e, para muitos, só perdeu a eleição porque nas vésperas do pleito a Justiça voltou ao cargo o prefeito afastado por improbidade administrativa e que até hoje é aliado do candidato vitorioso, o atual gestor. Agora, a situação é totalmente diferente. É outra eleição!

Jaime está sem mandato público e o seu adversário é, nada mais, nada menos, do que o atual prefeito de Icó, candidato em potencial à reeleição. Situação difícil para quem almeja o poder, mas não é impossível e a história do município já mostrou isso por algumas vezes. Oriel Nunes foi o sucessor de Aldo Monteiro (in memoriam), Quilon Peixoto Farias sucedeu o então adversário Oriel Nunes. Neto Nunes derrotou o grupo do médico Quilon Peixoto Farias. E Cardoso Mota sucedeu Neto Nunes na Prefeitura Municipal.

Mas, para a oposição lograr êxito é necessário mostrar a cara. Sair dos bastidores e ir à luta, tanto na zona urbana, como na zona rural. O Icó tem muitos problemas a serem discutidos e a serem explorados durante este período que antecede as eleições de 2012. É hora de buscar os insatisfeitos com a atual gestão e sair às ruas a procura de novos adeptos. Um ano passa muito depressa. Muita água vai rolar na terra dos Icós.

Enquanto isso, os atuais "políticos" que dominam o poder em Icó continuam a dormir em berço esplêndido, com a máquina nas mãos, com um representante na Assembleia Legislativa do Ceará, com sete vereadores na Câmara Municipal e todo dia recebendo um novo aliado.

E o melhor de tudo: inaugurando obras e dando ordem de serviço para outras. Enfim, com a caneta na mão tudo fica mais fácil, até manter o povo que o elegeu em 2008 ao redor de seus braços.

E não venham dizer que estas obras ora inauguradas em Icó são eleitoreiras porque não são. A cidade precisa ser administrada. Existe um gestor eleito pelo povo. E cabe ao mesmo continuar buscando por novos recursos para o município. Se estas obras tem apoio estadual ou federal, isso não importa. O que importa é que elas estão acontecendo. E isso é bom para todos nós, icoenses!

Ora bolas! Se a cidade não recebesse e nem inaugurasse nenhuma obra, algumas pessoas continuaria falando e criticando do mesmo jeito. Realmente, é hilário!

Temos críticas a fazer a este governo municipal, mas temos que ter o mínimo de senso de responsabilidade para elogiar alguns feitos.

Portanto, olho vivo, oposição! A "parada" vai ser dura, duríssima!


* Texto escrito pelo jornalista icoense Voltaire Xavier e publicado em seu blog
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Publicado por Jornalismo

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1 comentários :

Anônimo disse...

Voltaire,

Tenho acompanhado suas análises sobre o cenário político de Icó.

Embora distante, dá para perceber que as eleições vindouras estão praticamente nas mãos do atual prefeito.

Só uma hecatombe, impedirá a reeleição de Marcos Nunes.

Não se ganha uma eleição, no sistema político vigente no país, somente com discurso. É preciso dinheiro, muito dinheiro.

Arriscar patrimônio pessoal numa disputa em que a máquina está nas mãos do prefeito, é quase um suicídio, um convite a dívidas astronomicas de campanha que podem abalar seriamente a saúde financeira de quem vier a disputar com o atual prefeito.

São muitos interesses poderosos que orbitam em torno da viúva. Os financiadores de campanha, não as financiam apenas visando o bem maior da cidade.

O fazem porque sabem que terão reciprocidade que vem como retorno nos polpudos contratos que ganham, após a vitória do candidato que financiaram.

Neste sistema corrupto, um nome a lançar-se candidato ou a continuar à frente do governo municipal, o caso do atual prefeito, é um detalhe a mais na engrenagem.

O eleitor vai às urnas crente de que com seu voto decidirá aquele que será eleito. Lêdo engano.

O vencedor já está decidido muito antes, pelos grupos que financiam a campanha.

O dinheiro deles não tem ideologia, tem a certeza do lucro, já devidamente capitalizado, nos quatro anos seguintes a eleição de quem apoiaram.

Foi se o tempo em que se ganhava eleição atacando o projeto em curso e apresentando proposta e soluções.

Agora, se ganha eleição com dinheiro. Enquanto não houver uma reforma política que dê condições de igualdade aos candidatos, sem a interferência do poder econômico, o candidato que está no poder só perderá uma eleição, se tiver feito uma administração desastrosa, desastrosa ao extremo.

É quando os financiadores, que não rasgam dinheiro, formam ao lado da oposição. Ainda assim dando uma no cravo e outra na ferradura.

Trocando em miúdo financiando um e outro simultaneamente, aportando mais recursos na candidatura daquele com mior chance de vitória.

Se não há riscos de derrota, financiam somente um, exatamente o que está no poder, como acontece com Marcos Nunes.