Tenho certeza que alguns vão ter uma surpresa com o titulo.Calma! Não vou dizer que sou contra nossas praças (balões), que por sinal estão muito bonitas.
Vou dizer, sim, que se começou de trás pra frente. Explico. É preciso primeiro cuidar do ser humano, dar dignidade a todo cidadão icoense. Tem que ser feito o básico, ou seja, o feijão com arroz.
Primeiro temos que dar qualidade e eficiência em pontos cruciais, que olhe à saúde, educação, social, cultura e por aí vai, atos basilares de qualquer administração que se preze.
Investir mais de 5 milhões em visual lembra-me de um ditado popular: “viva o luxo e morra o bucho”.
Acho que poucos acompanharam como eu todo desenrolar, desde licitações de cada obra, sabendo qual era a construtora responsável, valores, prazos para entrega, aditivos nos contratos, e, visitando-as in loco em cada ida que fazia em nossa urbe.
E lembro-lhes que o prazo para entrega era de quatro meses, portanto, em dezembro, mas quem tem a memória boa lembra que cercaram com tapumes antes do forricó de 2010, isso mesmo, estamos nos meados de 11 meses.
Por várias vezes que tive oportunidade de reportar-me sobre o assunto na Rádio Brasil FM e neste canto de pagina sempre fui enfático que não era contra as obras, mas costumava dizer que era como uma casa, do que adiantava ter sua fachada bonita se dentro dela estava feia.
Façamos dessa casa imaginaria o Icó. Então, do que adianta ter investimento pesado em boniteza se seus moradores estão na carência da eficiência citado alhures. Exemplo: há vinte anos os mais carentes ainda hoje vão para frente de uma casa de shows para receber uma irrisória cesta básica.
Onde os esgotos escorrem a céu aberto em frente às casas, em um dos bairros mais populosos da cidade, o conjunto Cidade Nova, também, sem esquecer do povo carente dos altos.
Sei não, vou encerrar por aqui, assim me torno enfadonho citando tanto descaso e desrespeito aos icoenses.
Contudo, se começou de trás pra frente chegou à hora de cuidar do fundamental supracitado.
E, você, quer ser como boi encaretado? Ou só eu que vejo isso?
Enfim, termino com um trecho da musica do nosso poeta e cantor Flavio José:
“O desespero no olhar de uma criança
A humanidade fecha os olhos pra não ver
Televisão de fantasia e violência,
Aumenta o crime cresce a fome e o poder
Boi com sede bebe lama
Barriga seca não dá sono
Eu não sou dono do mundo
Mas tenho culpa,
Porque sou filho do Dono.”
A humanidade fecha os olhos pra não ver
Televisão de fantasia e violência,
Aumenta o crime cresce a fome e o poder
Boi com sede bebe lama
Barriga seca não dá sono
Eu não sou dono do mundo
Mas tenho culpa,
Porque sou filho do Dono.”
* Texto escrito e enviado por Victor Luiz - Bacharelando em Direito - Membro da equipe do Icó é Notícia e da Rádio Brasil FM
5 comentários :
Estimado Victor,
Reconheço que você é um jovem do bem. Simpático, vocacionado para a vida pública, porém, o seu texto em que pese o bom vernáculo, é um equivoco.
O que tem de sintonia, as belas praças que estão sendo construídas em Icó, com saúde, educação, infra-estrutura, etc e tal?
As praças são necessárias, bem como os demais serviços, a serem alocados para o município.
Parece-me, numa leitura rápida, que a beleza das pracinhas está incomodando, quando na verdade, deveria servir de regozijo.
O prefeito de Iguatu, Agenor Neto, iniciou o seu trabalho, à época, pela qualidade visual de sua cidade. Muitos reclamavam, e usavam os mesmos argumentos. Hoje, Iguatu tem uma nova face e, depois, já aconteceram tantos outros eventos que mudaram pra sempre a história do povo iguatuense.
Continue o seu trabalho. Espero que seja vitorioso, pois, sei de sei caráter.
Mas, lembre-se sempre: “O ICÓ É MAIOR DO QUE TODOS NÓS”.
Pelo que entendi,na verdade o texto leva à reflexão sem nenhum equívoco,visto que o orçamento é do Município, cujas obras devem focar para o bem estar da população.
As praças, assim como demais obras merecem investimentos, contudo uma manutenção custaria menos e não torna a o construído um local "sacralizado", em contrapartida ao baixo desenvolvimento municipal de Icó,divulga nos indices nacionais, como da prestigiosa FIERJ.
Por fim,as praças construídas tem tudo a ver com saúde, educação, infra-estrutura e etc. A visão separada não é pregada mais hoje. Nasépoca atuais se vê o completo, o interdisciplinar,a visão de que um Município só funciona quando há trabalho em cojunto.
Um exemplo? Não há políticas públicas de combate às drogas, vemos jovens fumando crack no Largo do Théberge. O espaço histórico só será funcional de fato quando houver um trabalho em conjunto do Turismo com a Ação Social, para falar por cima. O que falo é que se precisa trabalhar, em terra icoense, os conceitos de Orçamento democrático, de ouvidoria, de projetos funcionais,não apenas estéticos, de dinamismo, descentralização do poder, enfim, tudo o que o Icó ainda engatinha.
A visão de que o "Icó é maior que todos" só aparecerá quando a Prefeitura ficar acima e valorizada mais do que personalismos, pois o prefeito vem e vai, mas a Prefeitura, a Instiuição fica.
Estimado Dr. Fabrício,
Tenho certeza que sua leitura foi bem rápida mesmo, pois não conseguiu absorver o contexto transmitido.
Afirmei categoricamente que, em nenhum momento era contra as praças, portanto, quanto a mim, não está causando nenhum incomodo. As praças são necessárias sim.
As obras têm toda sintonia com Saúde, Educação, Cultura e Infraestrutura. Todas caminham interligadas.
Exemplo: em Iguatu, e o senhor sabe disso muito bem, quando o prefeito inaugura uma praça em algum bairro, juntamente inaugura calçamento, saneamento; recebe o selo UNICEF; recebe vários ônibus para educação; faz plenária com os jovens nas escolas e por aí vai. Todos os pontos fundamentais para uma boa administração funcionam, pelo que leio e escuto, e a administração trabalha a contento em todas as áreas.
Tivemos a oportunidade de escutar o prefeito Agenor Neto, na Rádio Brasil FM, a convite seu. Depois, o senhor fazia comentários da verdadeira aula que foi ministrada pelo alcaide de como se administra.
Essa é a diferença. Eu quero que junto com as praças venham os pontos já citados.
A sociedade precisa ter educação e cultura para saberem preservá-las. Se não, continuaremos como o senhor bem frisou no seu último artigo sobre o Detran em Icó, “Ou passamos a mudar nossa cultura da terra de ninguém, ou continuaremos a enxergar apenas o sucesso dos outros”.
No mais, agradeço os elogios a mim dispensados, servem para que eu continue com responsabilidade e os pés no chão para labutar.
Mas, lembre-se sempre: que eu coloco o Icó acima de tudo. E não é de agora. Basta ver as minhas postagens pretéritas e os meus recados no mural.
Então, não aprendi de agora que “O ICÓ É MAIOR DO QUE TODOS NÓS”.
Abraço!
Estimado Victor,
Aceito, na íntegra, sua réplica por considerá-la perfeita.
Um abraço!
Continue seu trabalho com juízo e responsabilidade sempre. Você vai longe.
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