Icoenses que fazem história - Belisário Cícero Alexandrino

Francisco José Alexandrino e Rita Alexandrino foram os pais de um menino que nascia a 20 de abril de 1845. E este menino chamaria-se Belisário Cícero Alexandrino, cuja posteridade guardaria muito trabalho e história a ser construída.

Neto materno do Tenente-coronel João André Teixeira Mendes, o Canela Preta, e Dona Maria Teixeira Pequeno, e neto paterno de José Pedro Alexandrino e Dona Maria Lopes Alexandrino, esta pertencente á familia Torrões, também do Icó.

MUDANÇAS - Ainda criança, ele e parte de sua família iriam residir na vizinha e pujante Iguatu, nos idos de 1856, quando a localidade ainda era chamada de "Telha". A terra das lagoas tornaria-se, definitivamente, sua residência fixa.

Dedicando-se inicialmente a profissão de advogado, iniciada em 1865, logo após mudou-se para a capital pernambucana, Recife, para aperfeiçoar sua habilidade advocatícia. Entre a experiência na área de Direito, Alexandrino ingressou na política, mais prcisamente no Partido Liberal, gozando da inteira confiança dos correligionários, e assumindo, em 1878, a chefia do seu partido no âmbito local.

CRESCIMENTO - Continuando sua crescente profissional, tornou-se promotor publico, delegado de higiene e inspetor escolar. Ainda tornar-se-ia farmacêutico, prestando relevantes serviços à população iguatuense e dos municípios vizinhos, com a abertura de uma farmácia (Pharmacia Belisário), em 1878, após obter a necessária licença da Junta de Higiene do Rio de Janeiro.

Cícero seria eleito deputado provincial em quatro biênios (de 1882 a 1889), sendo mais de uma vez presidente da Assembleia Legislativa do Ceará. No exercício do mandato, salientou-se na tribuna, com destaque para a época em que ficou só ao lado do seu chefe, Antonio Pinto Nogueira Accioly.

POLÍTICA - Na ocasião da deposição do então Presidente (Governador) Nogueira Accioly, outro icoense, sucedeu o mesmo no Governo do Ceará, durante dois dias. Antes, havia sido eleito vereador da Câmara Municipal de Iguatu, da qual foi algumas vezes o presidente, além de ser intendente iguatuense, cargo equivalente atualmente ao de prefeito.

À frente de Iguatu, foi apontado como umas das principais figuras que conseguiram a vinda da Estrada de Ferro, o trem, para as paragens iguatuenses, feito que tornou a "Telha" maior que a terra mãe, o Icó, e o carro-chefe da Região Centro Sul do Ceará. A inauguração da ferrovia aconteceu na sua gestão, no dia 05 de novembro de 1910.

Mesmo assim, Alexandrino foi deposto por um movimento popular, no Governo Franco Rabelo, abandonando a cidade disfarçado. Na época, foi residir em Fortaleza, localidade na qual ele morreu, no dia 10 de outubro de 1929.

Ainda foi nomeado para a Guarda Nacional de Iguatu, recebendo o cargo de Tenente-coronel do 44° Batalhão de Infantaria, posto que exerceu até a queda da monarquia. Com a extinção da Guarda, foi nomeado coronel comandante 8ª Brigada.


* Com informações e imagem do Blog do Juá Online, Blog Iguatu Notícias, Wikipédia e do Portal da História do Ceará (1.001 cearenses notáveis e Diccionario Bio-bibliographico Cearense)
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Publicado por Jornalismo

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