Figura emblemática, criticado por muitos e admirados por outros tantos, nascia em 11 de outubro de 1840, em Icó, Antonio Pinto Nogueira Accioly, ou simplesmente Nogueira Accioly, nome que marcaria a história do Ceará.Sua residência é apontada aonde hoje funciona a Prefeitura Municipal de Icó, em um sobrado da Avenida Ilídio Sampaio, conhecida como "Rua Grande".
PRIMEIROS PASSOS - Filho do Tenente-Coronel José Pinto Nogueira e Dona Antonia Pinto Nogueira, um casal de primos, Antônio era também neto, pelo lado materno, de José Pinto Coelho, português, negociante em Icó. Os pais eram proprietários rurais de Icó.
O jovem icoense abraçaria a carreira das letras, seguindo para Pernambuco em 1857 e graduou-se em Direito pela Faculdade de Recife no dia 25 de novembro de 1864. Na ocasião, acrescentou ao seu nome "Accioly", proveniente da avó materna. O "y" do sobrenome deveu-se ao sogro, o conhecido Senador Pompeu, em virtude da ascenção que aconteceria na área política.
A influência de sua família na antiga Província do Ceará lhe auxiliou para a entrada na vida publica, sendo logo nomeado Promotor Publico de Icó. Logo após, seguiriria para desempenhar o papel de promotor do Saboeiro, ainda no Ceará, e juiz municipal de Baturité e de Fortaleza.
CRESCIMENTO - Em 1871, na época da Reforma Judiciaria, ocupou o cargo de substituto da comarca especial de Fortaleza. Não era, entretanto, a magistratura a carreira que o destino lhe acenara, e sim a política.
O futuro lhe reservaria a torná-lo um dos políticos mais influentes da República Velha. Contudo, a caminhada seria longa. Iniciou seu caminho na cadeira na Câmara dos Deputados Gerais, em 1880. Antes, havia sido deputado provincial em 1865.
Em 1884, era vice-presidente do Ceará (hoje função desempenhada pelo vice-governador) e foi nomeado presidente da província do Espírito Santo, cargo que não aceitou. Na época, o presidente do Ceará era Bezerril Fontenelle.
Tornou-se deputado estadual de 1890 a 1894. Em um "valente pleito eleitoral", foi eleito Senador em julho de 1889, mas as instituições monarquistas não lhe permitiram tomar assento, somente exercendo sua função de 1894 a 1897.
Tornou-se Presidente do Congresso Estadual três vezes. Todas essas experiências e constantes destaques nas funções exercidas, lhe possibilitaram ser o sucessor do então presidente do Ceará, Fontenelle. Lembre-se que havia assumido, interinamente, como presidente por um mês em 1892.
PRIMEIRO GOVERNO ACCIOLY - Foi eleito no dia 11 de abril de 1896, assumindo o cargo no dia 12 de julho do mesmo ano, cujo Governo iria até 1900. Foi no primeiro de Nogueira governo que instaura o que se conheceria posteriormente como a "Oligarquia Accioly", frustrando todas as expectativas do povo cearense.
Contando com o apoio do governo federal e estadual, para os quais era considerado um homem honrado e íntegro, utilizou de sua força política para favorecer familiares e correligionários.
Voltou-se para a construção de obras onde pudesse tirar vantagem pessoal, ao invés de buscar o desenvolvimento do Ceará. Um destes casos foi o Rio Pacoti, encomendadas à França através da Casa Boris Fréres. O dinheiro das pontes apareceu nas contas do Estado, mas as pontes nunca foram construídas.
Foi naquela época, que, entre 1898 e 1890, a seca e a epidemia de varíola atingiu o território cearense. Vendo a situação, Rodolfo Teófilo, opositor de Accioly, fabricava a vacina contra a varíola e buscava aplicá-la na população. O fato gerou a perseguição do grupo acciolino a Teófilo, alegando que ele assim agia para desmoralizar o governo.
Ao final do quadriêncio, Accioly foi substituído por Dr. Pedro Borges (1900-1904) que a princípio quis voltar-se contra seu antecessor, mas acabou fazendo um acordo com ele. Este acordo beneficiou ambos, visto que Borges contou com a influência de Accioly e o retorno do mesmo para o segundo governo (1904-1908). Entre 1903 e 1904, Accioly assumiu a cadeira no Senado.
SEGUNDO E TERCEIRO GOVERNOS ACCIOLY - O domínio da oligarquia enfrentava a constante manifestação da oposição e da população da capital Fortaleza.
Mas a habilidade e destreza de Antônio Pinto superava as desavenças entre o que deveria e o que era feito. Com isso, passou-se os quatro anos e estava garantida a reeleição para o mandado 1908-1912.
O último seria o de maior tensão entre governo e população. Isto aconteceu por que surgiram diversos movimentos para derrubar o "Babaquara", apelido dado pelos opositores, do poder. Dentre as passeatas organizadas, destaca-se a "Passeata das Crianças".
Liderada por mulheres cearenses, cerca de seiscentas crianças, todas vestidas de branco, com laços verdes-amarelos, participaram do evento. Na foto ao lado, a militante Odele de Paula Pessoa, da Liga Feminista.
Accioly não gostou do que viu e enviou a Polícia para combater o movimento, agindo com rigor e causando a morte de várias pessoas. O fato causou revolta no povo fortalezense que armou-se buscando tirá-lo do poder. Acuado, o então presidente, pela terceira vez, Pinto Nogueira resolveu renunciar.
O responsável pelas negociações para a saída do poder foi coronel José Faustino. A oposição aceitou a renúncia de Accioly desde que se cumprissem algumas condições, tais como a de que Antônio jamais seria candidato ao governo do Ceará e deixar de imediato o Palácio da Luz e se abrigar no Quartel da Inspetoria do Ceará, aguardando o primeiro navio que o levasse junto com a família para o Sul.
EXÍLIO E FIM NA POLÍTICA - Ao ser deposto, Accioly embarcou com a família às pressas para o Rio de Janeiro, em um navio de cabotagem, como confirma a imagem ao lado (de cartola).
Em uma das escalas, bandidos supostamente pagos pelo grupos de seus opositores invadem o navio e matam o filho Antônio Pinto Nogueira Accioly Filho.
Antonio Pinto Nogueira Accioly casou-se com com Maria Teresa de Sousa Brasil, filha do Senador Pompeu, e um de seus filhos, José Pompeu Pinto Accioly, foi senador da República pelo Ceará. Do casal, foi gerado Hildebrando Pompeu Pinto Accioly, embaixador, além de Benjamim Nogueira Pinto Accioly e Olga Nogueira Pinto Accioly. Antônio morreu em 14 de abril de 1921, no RIo de Janeiro.
No governo Accioly foi concebido o Theatro José de Alencar (imagem ao lado), um das mais importantes casas de espetáculos de Fortaleza e do Ceará, cujo projeto arquitetônico foi feito pelo Capitão Bernardo José de Melo.
Industrial e advogado, estes são as mensagens conhecidas de Nogueira Accioly:
—Fala como 2.° vice-presidente da Província do Ceará, dirigiu á Assembleia Legislativa no dia 1° de Julho de 1884, por ocasião da instalação da sessão ordinária, Fortaleza, Tipografia da “Gazeta do Norte”. 1887, iu 4.”;
—Mensagem com que passou no dia 12 de Julho de 1884 a administração ao Exmo. Sr. Conselheiro Dr. Carlos Honório Benedicto Ottoni;
—Mensagem apresentada no dia 13 de Julho de 1892 por ocasião de ser instalada a 1ª sessão ordinária, como 1° vice-presidente do Estado;
—Mensagem como Presidente do Estado, no dia 1° de Julho de 1897 leu perante à Assembleia Legislativa;
—Mensagem como Presidente do Estado, no dia 4 de Julho de 1897 leu perante à Assembleia Legislativa;
—Mensagem dirigida à Assembleia Legislativa do Ceará em 1° de Julho de 1909, Fortaleza, Tipo-Litografia a vapor, 1909.
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A influência de sua família na antiga Província do Ceará lhe auxiliou para a entrada na vida publica, sendo logo nomeado Promotor Publico de Icó. Logo após, seguiriria para desempenhar o papel de promotor do Saboeiro, ainda no Ceará, e juiz municipal de Baturité e de Fortaleza.
CRESCIMENTO - Em 1871, na época da Reforma Judiciaria, ocupou o cargo de substituto da comarca especial de Fortaleza. Não era, entretanto, a magistratura a carreira que o destino lhe acenara, e sim a política.
O futuro lhe reservaria a torná-lo um dos políticos mais influentes da República Velha. Contudo, a caminhada seria longa. Iniciou seu caminho na cadeira na Câmara dos Deputados Gerais, em 1880. Antes, havia sido deputado provincial em 1865.
Em 1884, era vice-presidente do Ceará (hoje função desempenhada pelo vice-governador) e foi nomeado presidente da província do Espírito Santo, cargo que não aceitou. Na época, o presidente do Ceará era Bezerril Fontenelle.
Tornou-se deputado estadual de 1890 a 1894. Em um "valente pleito eleitoral", foi eleito Senador em julho de 1889, mas as instituições monarquistas não lhe permitiram tomar assento, somente exercendo sua função de 1894 a 1897.
Tornou-se Presidente do Congresso Estadual três vezes. Todas essas experiências e constantes destaques nas funções exercidas, lhe possibilitaram ser o sucessor do então presidente do Ceará, Fontenelle. Lembre-se que havia assumido, interinamente, como presidente por um mês em 1892.
PRIMEIRO GOVERNO ACCIOLY - Foi eleito no dia 11 de abril de 1896, assumindo o cargo no dia 12 de julho do mesmo ano, cujo Governo iria até 1900. Foi no primeiro de Nogueira governo que instaura o que se conheceria posteriormente como a "Oligarquia Accioly", frustrando todas as expectativas do povo cearense.
Contando com o apoio do governo federal e estadual, para os quais era considerado um homem honrado e íntegro, utilizou de sua força política para favorecer familiares e correligionários.
Voltou-se para a construção de obras onde pudesse tirar vantagem pessoal, ao invés de buscar o desenvolvimento do Ceará. Um destes casos foi o Rio Pacoti, encomendadas à França através da Casa Boris Fréres. O dinheiro das pontes apareceu nas contas do Estado, mas as pontes nunca foram construídas.
Foi naquela época, que, entre 1898 e 1890, a seca e a epidemia de varíola atingiu o território cearense. Vendo a situação, Rodolfo Teófilo, opositor de Accioly, fabricava a vacina contra a varíola e buscava aplicá-la na população. O fato gerou a perseguição do grupo acciolino a Teófilo, alegando que ele assim agia para desmoralizar o governo.
Ao final do quadriêncio, Accioly foi substituído por Dr. Pedro Borges (1900-1904) que a princípio quis voltar-se contra seu antecessor, mas acabou fazendo um acordo com ele. Este acordo beneficiou ambos, visto que Borges contou com a influência de Accioly e o retorno do mesmo para o segundo governo (1904-1908). Entre 1903 e 1904, Accioly assumiu a cadeira no Senado.
SEGUNDO E TERCEIRO GOVERNOS ACCIOLY - O domínio da oligarquia enfrentava a constante manifestação da oposição e da população da capital Fortaleza.Mas a habilidade e destreza de Antônio Pinto superava as desavenças entre o que deveria e o que era feito. Com isso, passou-se os quatro anos e estava garantida a reeleição para o mandado 1908-1912.
O último seria o de maior tensão entre governo e população. Isto aconteceu por que surgiram diversos movimentos para derrubar o "Babaquara", apelido dado pelos opositores, do poder. Dentre as passeatas organizadas, destaca-se a "Passeata das Crianças".
Liderada por mulheres cearenses, cerca de seiscentas crianças, todas vestidas de branco, com laços verdes-amarelos, participaram do evento. Na foto ao lado, a militante Odele de Paula Pessoa, da Liga Feminista.
Accioly não gostou do que viu e enviou a Polícia para combater o movimento, agindo com rigor e causando a morte de várias pessoas. O fato causou revolta no povo fortalezense que armou-se buscando tirá-lo do poder. Acuado, o então presidente, pela terceira vez, Pinto Nogueira resolveu renunciar.
O responsável pelas negociações para a saída do poder foi coronel José Faustino. A oposição aceitou a renúncia de Accioly desde que se cumprissem algumas condições, tais como a de que Antônio jamais seria candidato ao governo do Ceará e deixar de imediato o Palácio da Luz e se abrigar no Quartel da Inspetoria do Ceará, aguardando o primeiro navio que o levasse junto com a família para o Sul.
EXÍLIO E FIM NA POLÍTICA - Ao ser deposto, Accioly embarcou com a família às pressas para o Rio de Janeiro, em um navio de cabotagem, como confirma a imagem ao lado (de cartola).Em uma das escalas, bandidos supostamente pagos pelo grupos de seus opositores invadem o navio e matam o filho Antônio Pinto Nogueira Accioly Filho.
Antonio Pinto Nogueira Accioly casou-se com com Maria Teresa de Sousa Brasil, filha do Senador Pompeu, e um de seus filhos, José Pompeu Pinto Accioly, foi senador da República pelo Ceará. Do casal, foi gerado Hildebrando Pompeu Pinto Accioly, embaixador, além de Benjamim Nogueira Pinto Accioly e Olga Nogueira Pinto Accioly. Antônio morreu em 14 de abril de 1921, no RIo de Janeiro.
No governo Accioly foi concebido o Theatro José de Alencar (imagem ao lado), um das mais importantes casas de espetáculos de Fortaleza e do Ceará, cujo projeto arquitetônico foi feito pelo Capitão Bernardo José de Melo.Industrial e advogado, estes são as mensagens conhecidas de Nogueira Accioly:
—Fala como 2.° vice-presidente da Província do Ceará, dirigiu á Assembleia Legislativa no dia 1° de Julho de 1884, por ocasião da instalação da sessão ordinária, Fortaleza, Tipografia da “Gazeta do Norte”. 1887, iu 4.”;
—Mensagem com que passou no dia 12 de Julho de 1884 a administração ao Exmo. Sr. Conselheiro Dr. Carlos Honório Benedicto Ottoni;
—Mensagem apresentada no dia 13 de Julho de 1892 por ocasião de ser instalada a 1ª sessão ordinária, como 1° vice-presidente do Estado;
—Mensagem como Presidente do Estado, no dia 1° de Julho de 1897 leu perante à Assembleia Legislativa;
—Mensagem como Presidente do Estado, no dia 4 de Julho de 1897 leu perante à Assembleia Legislativa;
—Mensagem dirigida à Assembleia Legislativa do Ceará em 1° de Julho de 1909, Fortaleza, Tipo-Litografia a vapor, 1909.
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* Com informações do blog Fortaleza em Fotos e Fatos, Blog Fortaleza Nobre, Wikipédia, Geneall, Senado Federal, do Portal da História do Ceará (1.001 cearenses notáveis e Diccionario Bio-bibliographico Cearense) e Blog da Jangadeiro.
1 comentários :
O LEQUE DE CORRUPÇÃO ICOENSE JÁ VEM DE MUITO TEMPO. ATÉ TÚ ACIOLY; DESSE JEITO NÃO ESCAPOU NINGÉM. FEZ ESCOLA, HEN?
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