Um icoense na história dos 20 anos do Beco da Poeira

Do início dos anos 90, da poeira surgida com a reconstrução da Praça José de Alencar, surgia um dos maiores pontos comerciais fortalezenses e cearenses.

Este é o Centro Comercial de Pequenos Negócios ou Centro de Pequenos Negócios de Vendas Ambulantes, ou mais conhecido popularmente entre os frequentadores e conhecidos por "Beco da Poeira".

Mudanças, desafios e novos locais de atendimento fizeram os 20 anos este mercado entrar no subconscientes de quem faz compras na capital alencarina. De um recadastramento em 198, que buscava a revitalização do Centro de Fortaleza, o comércio passou, em 2010, para um galpão formado por 22 estreitos becos e mais de 2.500 boxes.

Nova alteração de local aconteceu em virtude das obras do Metrô de Fortaleza (Metrofor), causando a demolição daquele local de compras. O novo espaço surgia em frente à Praça da Lagoinha, um dos locais públicos da cidade ainda ocupado por um grande número de ambulantes.

Mudanças na estrutura mas não no nome que carrega consigo forte marca imaterial para contar um pouco da história de Fortaleza, que completa nesta quarta-feira (13) seus 285 anos.

E para contar um pouco do Beco da Poeira, o jornal Diário do Nordeste entrevistou, no domingo (10), o icoense Odilon Leandro Carlo, que faz parte da história deste centro comercial e iniciou como vendedor de ambulante com apenas 14 anos. Veja o texto abaixo:

UNIÃO E BOAS VENDAS - De Icó direto para os corredores do Beco

De casa em casa com dezenas de redes penduradas nos ombros. Foi assim que Odilon Leandro Carlo, 63, iniciou a profissão de vendedor de ambulante com apenas 14 anos. Natural do município de Icó, ele foi um dos primeiros a montar a sua barraca na Praça dos Leões, nos anos 80, e depois o seu boxe no "Beco da Poeira".

Hoje, vendedor de bolsas e roupas, Odilon afirma que mesmo com os problemas enfrentados ao longo do tempo, esses 20 anos foram marcados por muita união e boas vendas. "Eu tenho muito medo que o Beco desapareça, que acabem com este lugar. Muita gente, inclusive eu, tira o sustento de toda a sua família daqui. Nós temos muito a agradecer ao Beco", conta Odilon Leandro.
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Publicado por Jornalismo

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