
O inusitado neste inicio de governo Dilma é a distensão política, o clima mais arejado e respirável que permite a presidenta nos poucos mais de 100 dias que está à frente do cargo de maior importância da república tocar em silêncio estratégico a continuidade a que se propôs imprimir a administração que sucedeu, impulsionando os projetos gestados ainda no governo Lula ao tempo que define um estilo pessoal que a diferencia do ex-presidente, muito mais afeito a uma interlocução direta com o destinatário das ações que desenvolveu enquanto liderava a nação em busca de um país mais justo, capaz de permitir oportunidades a tantos quantos fosse possível. Um ideal que precisa ser perseguido com tenacidade e que está além de um horizonte imediato.
A maior obra de Lula não foi eleger Dilma. Teria colocado um sucessor no lugar que ocupou por 8 anos independentemente do nome que apontasse, desde Marina a Ciro Gomes, Eduardo Gomes, Mercadante, Marta ou Eduardo Suplicy. Uns com mais outros com menos dificuldades.
Passadas as eleições presidenciais que entrarão definitivamente na história como a mais suja já disputadas no Brasil, fica a percepção de que a escolha que Lula fez foi quase um tiro no próprio pé, apesar das qualidades técnicas que o nome de Dilma reúne, reiteradamente desconstruido na tentativa de desqualificá-la pelo passado político militante de uma organização que combateu a ditadura, mulher, divorciada, sem jamais haver disputado uma eleição e dona de opiniões próprias que chocaram parte da sociedade brasileira, por natureza conservadora e de perfil religioso, confrontado pelas idiossincrasias de um candidato extremamente duro e desleal que fez aflorar o sentimento de repulsa em segmentos relevantes que formam uma significativa parcela da opinião pública.
A obra maior de Lula foi deixar a oposição em frangalhos, sem bandeiras, esfacelada e brigando entre si. Desde que assumiu o governo de São Paulo, Alckmin não tem feito outra coisa que não seja eliminar qualquer vestígio do governo Serra, acabando com programas criados pelo ex-governador, negando espaços a aliados e vazando informações sensíveis a imprensa amiga que comprometem a imagem de bom gestor de José Serra, tais como a divulgação de que as enchentes que castigaram a capital paulista no ano em curso foi resultado direto da falta de investimentos na limpeza da calha do rio Tietê, bem como a interrupção das obras dos picinões.
Alckmin também mandou fazer uma devassa em todos contratos celebrado pelo governo Serra e se empenhou pessoalmente em tomar para a si o controle do PSDB de São Paulo em retaliação ao apoio dado por Serra a Kassab, o que culminou com a saida do partido de seis vereadores, além de Walter Feldman um dos fundadores do PSDB que saiu disparando pra todos lados.
A nau da oposição está desgovernada. Prova disso é a criação do PSD pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab que esminliguiu os já definhados DEM e PPS dos quais vários deputados ensaiam uma debandada em direção a nova sigla, cuja orientação ideológica é o adesismo oportunista à base do governo Dilma.
Até a estriônica Kátia Abreu uma das opositoras mais aguerridas ao governo Lula no senado federal ao lado de Marisa Serrano, agora muda o discurso e sinaliza que acompanhará Kassab em sua nova legenda.
E não fica por aí. Pelo menos 4 vices governadores e o governador de Santa Catarina estão definindo seu futuro político em direção ao partido de Kassab. Partido que segundo o próprio fundador não é nem de direita, nem de esquerda e nem de centro.
Um bom entendedor definiria o partido de Kassab como adesista e fisiológico. Quem os elegeu o fez para que ficassem na oposição, fiscalizando o governo Dilma, fazendo o contraponto, apresentando alternativa.
O Brasil não precisa de uma oposição virulenta, incendiária e golpista do tipo que existiu durante todo o governo Lula. Mas um governo sem oposição, enfraquece a democracia, relaxa o governante e leva alguns a confundirem o público com o privado.
Precisamos urgentemente de uma reforma política que dê consistência programática aos partidos e que acabe com essa indecência que desrespeita o eleitor, o menos que importa para essa corja de políticos oportunistas.
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* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira
A maior obra de Lula não foi eleger Dilma. Teria colocado um sucessor no lugar que ocupou por 8 anos independentemente do nome que apontasse, desde Marina a Ciro Gomes, Eduardo Gomes, Mercadante, Marta ou Eduardo Suplicy. Uns com mais outros com menos dificuldades.
Passadas as eleições presidenciais que entrarão definitivamente na história como a mais suja já disputadas no Brasil, fica a percepção de que a escolha que Lula fez foi quase um tiro no próprio pé, apesar das qualidades técnicas que o nome de Dilma reúne, reiteradamente desconstruido na tentativa de desqualificá-la pelo passado político militante de uma organização que combateu a ditadura, mulher, divorciada, sem jamais haver disputado uma eleição e dona de opiniões próprias que chocaram parte da sociedade brasileira, por natureza conservadora e de perfil religioso, confrontado pelas idiossincrasias de um candidato extremamente duro e desleal que fez aflorar o sentimento de repulsa em segmentos relevantes que formam uma significativa parcela da opinião pública.
A obra maior de Lula foi deixar a oposição em frangalhos, sem bandeiras, esfacelada e brigando entre si. Desde que assumiu o governo de São Paulo, Alckmin não tem feito outra coisa que não seja eliminar qualquer vestígio do governo Serra, acabando com programas criados pelo ex-governador, negando espaços a aliados e vazando informações sensíveis a imprensa amiga que comprometem a imagem de bom gestor de José Serra, tais como a divulgação de que as enchentes que castigaram a capital paulista no ano em curso foi resultado direto da falta de investimentos na limpeza da calha do rio Tietê, bem como a interrupção das obras dos picinões.
Alckmin também mandou fazer uma devassa em todos contratos celebrado pelo governo Serra e se empenhou pessoalmente em tomar para a si o controle do PSDB de São Paulo em retaliação ao apoio dado por Serra a Kassab, o que culminou com a saida do partido de seis vereadores, além de Walter Feldman um dos fundadores do PSDB que saiu disparando pra todos lados.
A nau da oposição está desgovernada. Prova disso é a criação do PSD pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab que esminliguiu os já definhados DEM e PPS dos quais vários deputados ensaiam uma debandada em direção a nova sigla, cuja orientação ideológica é o adesismo oportunista à base do governo Dilma.
Até a estriônica Kátia Abreu uma das opositoras mais aguerridas ao governo Lula no senado federal ao lado de Marisa Serrano, agora muda o discurso e sinaliza que acompanhará Kassab em sua nova legenda.
E não fica por aí. Pelo menos 4 vices governadores e o governador de Santa Catarina estão definindo seu futuro político em direção ao partido de Kassab. Partido que segundo o próprio fundador não é nem de direita, nem de esquerda e nem de centro.
Um bom entendedor definiria o partido de Kassab como adesista e fisiológico. Quem os elegeu o fez para que ficassem na oposição, fiscalizando o governo Dilma, fazendo o contraponto, apresentando alternativa.
O Brasil não precisa de uma oposição virulenta, incendiária e golpista do tipo que existiu durante todo o governo Lula. Mas um governo sem oposição, enfraquece a democracia, relaxa o governante e leva alguns a confundirem o público com o privado.
Precisamos urgentemente de uma reforma política que dê consistência programática aos partidos e que acabe com essa indecência que desrespeita o eleitor, o menos que importa para essa corja de políticos oportunistas.
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* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira
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