Na coluna "Opinião" desta segunda-feira (25), no Jornal O Povo, é trazido à tona um caso bem antigo, mas que merece um debate e, principalmente, ação por parte dos porederes públicos.Trata-se do patrimônio de arte sacra e filosófica no Ceará, incluindo-se nestes rol as cidade de Fortaleza, Aquiraz, Aracati e Icó.
O fato deve ser visto como oportunizador do diálogo para que não haja mais perdas materiais, históricas e culturais já acontecidas em Icó, como foi o caso do roubo de imagens e objetos sacros, bem como da modificação de diversas igreja, chegando à destruição do altar-mór original, como foi o caso da Igreja do Senhor do Bonfim, como destacou o historiador Miguel Porfírio de Lima (in memoriam). Abaixo, segue o texto do Jornal cearense:
Arte sacra e filosófica merece um levantamento da situação - O que se lamenta é que muitas igrejas católicas e capelas tiveram fachadas e naves modificadas
A partir da matéria “A Paixão em estações”, da repórter Elisa Parente (Editoria Vida & Arte, página 1), na edição de sexta-feira passada, dia 22, do O POVO, bem que os gestores culturais dos municípios e do próprio Estado poderiam aproveitar este período após a Semana Santa para um levantamento do patrimônio de arte sacra e filosófica no Ceará.
Mesmo que a arquitetura externa e interior, pintura e escultura religiosas de santuários cristãos e de outras fés, em Fortaleza e na hinterlândia, chamem menos a atenção do que no Maranhão, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais, também há no território cearense municípios históricos, entre os quais Aquiraz, Aracati e Icó.
O que se lamenta, por outro lado, é que tanto na Capital quanto no sertão e serras, muitas igrejas católicas e capelas tiveram fachadas e naves modificadas, por iniciativas equivocadas, inclusive, de vigários. Houve até demolições injustificadas.
Pode ser apontada como arquitetonicamente deturpada a igrejinha de São Pedro, na avenida Beira Mar. Quem pesquisa fotografias antigas do templo, de antigas décadas, constata que o frontispício era completamente diferente.
É verdade que já houve decisões que salvaram parte desse acervo a tempo. Isso, em Fortaleza, abrange o conjunto do Seminário da Prainha com a respectiva igreja. Entretanto, ainda assim, o complexo foi alterado na década de 1960 quando se abriu portão para veículos na avenida dom Manuel.
Na praça Cristo Redentor, em frente ao seminário, na imagem de Jesus no topo da coluna, a cruz, há muitos anos, perdeu a ponta superior, convertendo-se num T. É providência que poderia ser tomada para um dos raros monumentos obeliscais de Fortaleza.
O levantamento proposto poderia incluir também sinagogas, centros espíritas, lojas maçônicas e templos rosacruzes. Isso sem que se perturbem reuniões ou atividades cujos integrantes reivindiquem sigilos.
Mesmo que a arquitetura externa e interior, pintura e escultura religiosas de santuários cristãos e de outras fés, em Fortaleza e na hinterlândia, chamem menos a atenção do que no Maranhão, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais, também há no território cearense municípios históricos, entre os quais Aquiraz, Aracati e Icó.
O que se lamenta, por outro lado, é que tanto na Capital quanto no sertão e serras, muitas igrejas católicas e capelas tiveram fachadas e naves modificadas, por iniciativas equivocadas, inclusive, de vigários. Houve até demolições injustificadas.
Pode ser apontada como arquitetonicamente deturpada a igrejinha de São Pedro, na avenida Beira Mar. Quem pesquisa fotografias antigas do templo, de antigas décadas, constata que o frontispício era completamente diferente.
É verdade que já houve decisões que salvaram parte desse acervo a tempo. Isso, em Fortaleza, abrange o conjunto do Seminário da Prainha com a respectiva igreja. Entretanto, ainda assim, o complexo foi alterado na década de 1960 quando se abriu portão para veículos na avenida dom Manuel.
Na praça Cristo Redentor, em frente ao seminário, na imagem de Jesus no topo da coluna, a cruz, há muitos anos, perdeu a ponta superior, convertendo-se num T. É providência que poderia ser tomada para um dos raros monumentos obeliscais de Fortaleza.
O levantamento proposto poderia incluir também sinagogas, centros espíritas, lojas maçônicas e templos rosacruzes. Isso sem que se perturbem reuniões ou atividades cujos integrantes reivindiquem sigilos.
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