Não existe preservação sem conhecimento *

Em tempos passados, não muito distante da nossa realidade atual, eu realizava pesquisas básicas na casa de cultura da nossa cidade. Dialogava muito com os historiadores que lá se encontravam, sobre as riquezas patrimoniais das nossas Igrejas barrocas, e sobrados da época da grande riqueza econômica adquirida por meio da criação de gado em Icó.

O testemunho de cada historiador através do amor dos mesmos para com o patrimônio histórico artístico e nacional, sempre será motivação aos estudos a respeito da nossa herança histórica, e caminho que nos possibilitará a obtenção do conhecimento científico necessário para manter preservada essa herança, onde caminharam nossos antepassados.

Quero através dessa pequena introdução ao texto do historiador Miguel Porfírio, homenagear todos aqueles que nos ensinaram com suas vidas, amar nossa riqueza patrimonial, nossas igrejas, relíquias das nossas igrejas, sobrados, teatro, lendas e tradições. A Sra. Irismar Maciel Moreira e o historiador Altino Afonso. Em memória de Miguel Porfírio de Lima, Aldo Monteiro e Sra. Eutímia Maciel Moreira. Estes são os ilustres icoenses e educadores patrimoniais homenageados nesta postagem do Blog Icó Arte Barroca.

* Texto escrito por Luan Sarmento - Bacharelando em Serviço Social



NÃO DEIXEMOS DESAPARECER OS
MARCOS DA NOSSA HISTÓRIA
¹
ICÓ - 1998


Se não fosse o descaso pela preservação da nossa memória, ainda estaria no Largo de Théberge o Pelourinho, símbolo da Justiça e de Poder, para hoje ser considerado Patrimônio Cultural da Humanidade. Mas infelizmente pouco ligamos para aquilo que faz parte do desenvolvimento intelectual, que chamamos cultura. Para muita gente nada vale os conhecimentos que são adquiridos através dos tempos, dentro da sociedade.

Há bem pouco tempo, desapareceu outro marco da nossa história, em função do descaso das autoridades municipais. Foi o histórico Paiol da Pólvora, que serviu de deposito para as armas e munições das Tropas de Primeira Linha aqui aquarteladas, que teve como comandante Bento Silva e Oliveira que foi também o primeiro capitão-mor de Ordenanças do Icó. Foi também Bento Oliveira quem em 1749, construiu a Igreja do Senhor do Bonfim do Icó, onde é realizada a terceira maior festa religiosa do Ceará.

Se não fosse o descaso da nossa gente, teríamos ainda hoje aqueles vestígios dos tempos imperiais, para corroborar com o trabalho dos historiadores que tanto fizeram pela reconstituição do nosso passado.
Foi criada durante a segunda administração do Prefeito Quilon Peixoto, a Secretaria da Cultura do Município, que tem como finalidade, selar pela nossa cultura, e preservação da nossa memória.

Necessário se faz que os seus dirigentes tomem consciência das suas responsabilidades na condução do seu trabalho que deve ser direcionado para manutenção e conservação, especialmente, do nosso Patrimônio Histórico, para que daqui em diante não se permita mais a destruição daquilo que o passado nos legou. Permaneçam vivos os vestígios da nossa história.



¹ Texto do historiador Miguel Porfírio de Lima



O pelourinho poderia tornar o Icó Patrimônio da Humanidade. Estava localizado no Largo do Théberge, mas foi destruído. Imagem do livro de Miguel Porfírio


Um dos sobrados da Rua Grande





Fundos do sobrado


Janela dos fundos do sobrado





______________
* Fotos de Luan Sarmento, gujo texto foi publicado no blog Icó Arte Barroca

REFERÊNCIA - LIMA, Miguel Porfírio de. Icó em Fatos e Memórias. Icó: vol 2, 1998.
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Publicado por Jornalismo

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