Crack atinge todo Brasil - Estudo inédito da CNM aponta para 98% dos país

Um dado triste, mas realista em um mundo sem fronteiras para as drogas. Através de levantamento inédito, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) traçou uma radiografia da realidade do crack no Brasil.

O trabalho aponta dados alarmantes no Brasil, onde o crack já está em 98% dos Municípios. A pesquisa foi realizada em quase quatro mil municípios, de todos os estados e regiões do Brasil, e foi apresentada pelo presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, em uma coletiva promovida nesta segunda-feira, 13 de dezembro.

Os Municípios foram questionados sobre a presença ou não do crack e sobre o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à prevenção e ao controle do uso. Os números confirmam que mais de 91% não possuem programa municipal de combate ao crack e nenhum tipo de auxílio dos governos federal e estadual para desenvolver ações.

As principais ações foram tomadas por iniciativa própria dos próprios gestores e estão voltadas à mobilização e orientação, prevenção ao uso de drogas, atendimento aos familiares, tratamento aos dependentes, combate ao tráfico, estudos e pesquisas.

Além dos programas municipais, a CNM perguntou se os Municípios desenvolvem alguma campanha de combate ao crack. De acordo com as respostas, 48,15% disseram que promovem campanhas preventivas e 51,85% disseram que não. Rio Grande do Sul, Ceará e Sergipe lideram este ranking com, respectivamente, 64,5%, 59% e 56,5% de Municípios. Também não há apoio financeiro estadual ou federal em 58% desses casos.


O CEARÁ - A pesquisa foi realizada em 117 dos 184 municípios, sendo que, da região, fizeram parte Iguatu, Ipaumirim e Orós. Em Icó não foi realizada a pesquisa. Os dados mostram a falta de políticas públicas e ações no combate ao crack e às drogas.

Dos 117 municípios pesquisados no Estado, apenas 24 (20,51%) possuem Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Além disso, cerca de 90% (105 prefeituras) não possuem um programa municipal de combate ao crack. Há ainda a falta de apoio governamental, seja federal ou estadual ou ainda uma Instituição.

Contudo, 69 municípios (58,97%) estavam realizando algum tipo de campanha de combate ao crack. Ainda com relação ao convênio com o governo federal para angariar recursos do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas foi feito com apenas 3 das 17 prefeituras cearenses.


POSSIBILIDADES - De cordo com Ziulkoski, foi enumerado algumas alternativas para dar início à busca de uma solução. Segundo a CNM, é preciso implantar uma política eficaz de qualidade para combater a entrada de drogas no Brasil, um acordo entre os entes federados – União, Estados e Municípios – para agir nas fronteiras, o controle efetivo da cadeia produtiva da indústria química nacional, além da revisão de leis permissivas que impedem uma ação mais efetiva da polícia.

A partir desta segunda-feira, Ziulkoski anunciou a criação de um observatório municipal para monitorar o uso e o consumo de crack nos Municípios. Ele também informou que a CNM irá procurar as autoridades federais, estaduais e o legislativo para apresentar os dados e discutir alternativas. A CNM também pretende reunir os Municípios de fronteira e propor ações integradas.

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Publicado por Jornalismo

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