Artista icoense é destaque no Jornal Diário do Nordeste

Mexer com cores, desenhos e pinturas de tamanhos maiores. Este é o desafio, vencido com presteza pelo artista plástico icoense Valberto Alves da Silva. Ele vive em Iguatu e teve seu trabalho mostrado neste domingo (05), no caderno regional do Diário do Nordeste.

A matéria e a fotografia são assinadas pelo repórter Honório Barbosa e detalha o talento de Da Silva, surgida em sua inância e aprimorada durante a juventude e idade adulta. E entre as inspirações principais está a arquitetura secular de Icó.

O artista viveu em Icó a maior parte da vida, partindo para o Iguatu há quatro anos. Atualmente, além da produção artística no seu ateliê, ele é professor de Comunicação, Arte e Design no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).



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CENTRO-SUL - Artista revela talento em obras gigantes

A vocação para a pintura e desenho apareceu ainda criança. Agora, Valberto Silva é destaque em Iguatu

Iguatu - O talento para a arte do desenho e da pintura surgiu na infância e se aperfeiçoou na idade adulta. O artista plástico, Valberto Alves da Silva, é mais um exemplo de profissional autodidata, que aprendeu sozinho, lendo livros e revistas especializadas.

Nesta década, aperfeiçoou-se na produção de painéis e esculturas gigantes, tornando-se único nesta cidade e aproveitando uma demanda crescente de instituições públicas e, também, de particulares.

Valberto Silva nasceu na vizinha cidade de Icó e somente veio para Iguatu há quatro anos. Foi caminhando pelas ruas do centro histórico, olhando casarões e igrejas antigas, que remontam ao século XVIII. Daí veio a inspiração para o desenvolvimento da arte do desenho e da pintura.

Os primeiros traços começaram ainda na infância e reproduziam os artistas de programas de desenho animado da TV. "Eu me lembro que, com 9 anos, desenhava em casa e na escola o que via na TV, nas revistinhas", contou. "Havia troca dos desenhos feitos com grafite com outros colegas".

O gosto pelo desenho se manteve na fase da adolescência e veio o incentivo da Biblioteca Pública Municipal, uma instituição que tinha como coordenadora a professora Ana Gondim e apoiava os alunos com talento artístico. "A gente estudava pela manhã e passava a tarde na biblioteca", relembra. "A professora dava lápis, pincel, giz de cera, papel e deixava a gente pintar a vontade".

Mesmo sem noções técnicas, Valberto Silva foi aperfeiçoando o traço artístico e mais tarde, graças ao acesso a livros de desenho, aprendeu noções de perspectiva, luz, sombra e profundidade. "Da janela da biblioteca descobri quanto era bonito o conjunto de casarões e de igrejas de Icó", disse.

"Reproduzi muito do nosso patrimônio histórico", contou. Grafite e aquarela sobre papel e posteriormente sobre tela ganharam formas e cores variadas, no impulso de criatividade do artista ainda adolescente. Participou de concursos de artes e da produção de cartaz para a Romaria da Terra, evento promovido pela Igreja Católica a cada dois anos, em cidades do interior do Ceará.

Em face da necessidade de ganhar dinheiro, começou a pintar placas, faixas e painéis comerciais, além de montar uma unidade de serigrafia para pintura de camisetas e sacolas. Procurou aprender novas técnicas e participou de oficinas promovidas pela Secretaria de Ação Social do Município de Icó.

Em um desses treinamentos, pintou um painel com temática voltada para o "Massacre da Candelária", ocorrido no Estado do Rio de Janeiro. A obra ganhou dimensão gigante em um muro da cidade de Icó e obteve destaque do Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência.

Valberto foi integrante da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e foi nos encontros regionais da instituição que conheceu a professora Solange Jucá Feitosa. Os dois se casaram e, por algum tempo, ele permaneceu morando em Icó e ela em Iguatu, onde lecionava.

O artista confessa que temia não encontrar espaço no mercado local por ser concorrido e queria permanecer morando e trabalhando em Icó. "A mulher ficou grávida e as viagens diárias para Icó ficaram inviáveis", disse. "Então, resolvi vir morar aqui e deu certo".

O temor em não encontrar espaço para trabalhar foi logo substituído por muitas ocupações. A demanda local crescente acabou mostrando alternativa para o artista que se dedicou a produção de painéis e esculturas gigantes para as secretarias de Educação e de Cultura. Depois vieram as encomendas particulares para decoração de semanas culturais em diversas escolas, festas de aniversário, além de casamentos.


Professor - Hoje divide o tempo na produção artística no ateliê e como professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Comunicação, Arte e Design. "Tenho prazer e muito motivação em ensinar aos jovens", disse. "Continuo estudando e quero repassar o que aprendi para as novas gerações".

Recentemente, os painéis e esculturas do artista Valberto Silva estiveram no espaço da bienal do livro promovida pelo Instituto Federal de Educação Tecnológica. Outras peças foram usadas na decoração do Trenó do Papel Noel na programação Natal de Luz, nesta cidade. A produção não para. "Estou satisfeito porque faço o que gosto e graças a Deus há muito trabalho", agradece.


MAIS INFORMAÇÕES

Artista plástico Valberto Alves - mantem trabalho de Artes Visuais
Município de Iguatu - Centro-Sul
Telefone: (88) 3581. 7896

Honório Barbosa
Repórter
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Publicado por Jornalismo

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