Aumento de 90% no preço do feijão assusta população de Icó

Por Nara Cristina - Folha do Salgado

Falta de chuva e queda na produção eleva preço na prateleira


O feijão, que forma dupla perfeita com o arroz, está perdendo seu lugar no prato dos moradores de Icó. O motivo é o preço que aumentou 90% e está nas alturas. O quilo do produto de boa qualidade que estava custando em agosto R$ 2,50 passou a ser vendido por R$ 4,70. Já o grão considerado velho que antes custava R$ 1,80 subiu para 3,50, o quilo.

O aumento tem um peso absurdo no orçamento das famílias e isso preocupa tanto a população quanto os comerciantes. Essa diferença de preço está levando os consumidores a pesquisar os preços em vários estabelecimentos antes de comprar o produto, garantindo assim uma economia que chega a ser de um real por quilo.

No ano passado, nessa mesma época, a saca de 60 quilos de feijão estava variando entre R$ 120,00 a R$ 150,00. Hoje, custa R$ 250,00. O preço elevado assusta a população. O comerciante Francisco Pereira, mais conhecido como Chico Pereira, dono do Mercantil São Francisco, está muito preocupado com o preço do grão. “As pessoas que antes compravam dez quilos estão comprando sete, o consumo está diminuindo”, disse.

Chico Pereira atribui esse aumento à estiagem que provocou significativa queda na produção, além da falta de mão-de-obra. “Cada ano que passa o agricultor com medo de não haver um bom inverno está plantando menos e os que plantam reclamam da falta de mão de obra. Isso tudo contribui para o aumento do grão”, conclui.

Mesmo com o preço alto o item ainda continua sendo primordial na mesa da população, é p que observa a empresária Lúcia Guedes, do Mercantil Santana. “O preço está assustador”, disse. “A diferença de preço da saca de 60 quilos praticado há dois meses para o valor atual é de 100 reais”. Ela se mostrou preocupada com a diminuição na venda do produto.

A venda do grão ainda não sofreu uma grande queda. E se depender da dona de casa Josefa Nogueira as vendas não irão diminuir. “O grão está muito caro, mas não tem como deixar de comer feijão, pois já estamos acostumados”, disse. Já a aposentada Maria Bezerra reclama do aumento. “O feijão está muito caro, agora estou comprando menos, e vou continuar consumindo menos, até que o preço baixe”, finalizou.

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* Matéria publicada no Jornal Folha do Salgado - nº 228
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Publicado por Jornalismo

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