Parte Mercedes Sosa *

Prezados e Prezadas!

Hoje, ao visitar o sitio eletrônico da Exuberante Mercedes Sosa deparei-me com a notícia do seu falecimento:



"Parte de prensa

Em el dia de La fecha, em La ciudad de Bs As, Argentina, tenemos que informarle que la Señora Mercedes Sosa, La más grande Artista de La Música Popular Latinoamericana, nos há dejado. 

Haydé Mercedes Sosa, nasció elç dia 9 de Julio de 1935 em La ciudad de San Miguel de Tucumán. Com 74 a^nos de edad y una trayectoria de 60 años. Ella tansitó diversos países delmundo conpartió escenários com innumerables y prestigiosos artistas, y dejó ademas, um enorme legado de grabaciones discográficas.

Su vós llevó siempre um profundo mensaje de compromisso social a través de la música de raiz folklórica sin prejuicius de sumar outras vertentes y expresiones de calidad musical.

Su talento indiscutible, su honestidad y SUS profundas convicciones dejam um enorme herencia para las geraciones futuras, Admirada e respetada en todo el mundo, Mercedes se conscituye como un símbolo de nuestro acervo cultural que nos representará para siempre y para siempre.

Quizás, las palabras de su entrañable amiga, Teresa Parodi resuman El sentimiento de muchos:

 

“... Mercedes, salmo en los láios
 amorosa madre amada
mujer de América herida
tu canción nos pones alas y ace que la pátria toda
menudita e desolada no se muera todavía,
no se muera porque siempre cantará en nuestras almas...”.”


Ouso concluir: 

O mundo chora e suas lágrimas são insuficientes para encher o lago que se esvazia e, assim, representar o tamanho da perda de MERCEDES SOSA! 

Contudo, “El tiempo passa”.

__________________

* Texto escrito e enviado por Manoel Humberto Luis Moreira - São Paulo, 04 de Outubro de 2009.


::: Confira abaixo o vídeo da música "Años", cantada por Mercedes Sosa e o cearense Fagner



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Publicado por Jornalismo

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1 comentários :

Unknown disse...

A propósito acabo de publicar esse texto sobre a mesquinhez de Veja.

SEÑORA Y DUEÑA


A revista Veja parece ter perdido a mão, se é que podemos dizer assim, quando o assunto é tratar de mortos. Em certa medida isso ilustra bem a tese defendida por alguns sociólogos de que a cultura brasileira não lida bem com a morte, que nossa tradição judaico-cristã a morte se transmuta em silêncio e dor. E aqui uma contradição paralisante: mesmo sofrendo com a partida de uma pessoa não devemos nos sentir impedidos de celebrar, de colocar em alto relevo fatos importantes relacionados à vida de uma pessoa. Preguiça mental é o mesmo que falta de pesquisa, empenho sobre o assunto a ser publicado. Parece que Veja descuidou por completo a assertiva dando conta que não se faz um bom obituário sem os fatos da vida da pessoa. Redigir um obituário que se ponha de pé exige ir atrás, fazer entrevistas, conversar com parentes, entrevistar amigos. Há o precedente da excelência na arte de escrever obituários. Chamo de precedente por ser prática pioneira do New York Times, entrevistar o próprio obituariado, quando há tempo, quando se pega em vida. E essa prática do NYT remonta ao início dos anos 1960 e o objetivo desde então continua o mesmo: esclarecer ou conferir a exatidão de fatos obscuros sobre a vida do personagem. Obituário e, portanto, coisa séria e jamais deveria ocorrer de forma leviana ou inconseqüente como alguém que envia mensagem por twitter avisando a morte de alguém. Nesse ponto Veja e a linguagem twitter convergem quando se trata de Mercedes Sosa – 140 caracteres no máximo, nem mais, nem menos.
Nos países anglo-saxões os obituários de jornais e revistas são, em geral, reconhecidos como os textos mais bem escritos do jornalismo. Estudiosos de jornalismo já ouviram falar de jornalistas como Robert McG e Alden Whitman, conhecido como Mr. Bad News e imortalizado por Gay Talese no livro "Aos Olhos da multidão". McG e Whitman ficaram conhecidos por terem um texto saboroso, que os aproxima muito do jornalismo literário, embora trate sempre da morte e, de alguma forma, renda tributo à tristeza ou ao início de uma saudade sem fim. Qual o critério adotado para selecionar as pessoas que estarão no obituário? Embora trate da passagem desse para o outro mundo a seleção de pessoas para este espaço é bem simples: tenha morrido recentemente, a pessoa ter uma história interessante de vida e se não houver algo interessante a uma primeira vista tenta-se descobrir algo ainda não conhecido.
Veja em sua última edição (2134, 14/10/ 2009) publicou em sua seção Datas dois obituários, se é que assim podemos chamar, ao menos, um deles. O primeiro foi sobre o fotógrafo Irving Penn, famoso por seu trabalho na revista Vogue. Já o segundo por ser tão curto e oco mereceria uma pausada reflexão. Não vale o esforço em buscar palavras para falar do obituário de Mercedes Sosa no filtro de Veja. Prefiro transcrevê-lo in totum. Lá vai: “Mercedes Sosa, a cantora do bumbo argentina. Dia 4, aos 74 anos, de doenças associadas ao subdesenvolvimento latino-americano, como o mal de Chagas, em Buenos Aires.” Mais burocrático? Impossível. Faltou apenas aquele contumaz acerto de palavras utilizado à larga em termo de declarações junto à autoridade policial: “E mais não disse; nem lhe foi perguntado”.
Para uma revista que tanto bate o bumbo (olha o trocadilho), em sua publicidade institucional, dizendo ser leitura indispensável para os brasileiros as 26 palavras e os 140 caracteres dedicadas àquela que é considerada a voz da América é a prova contundente do quão dispensável é a leitura de Veja. O leitor incauto ou medianamente informado que tome conhecimento da morte de Mercedes Sosa apenas por essas 26 palavras e esses calculadíssimos 140 caracteres (sem espaço) teria a impressão que a revista fala de alguém homônimo. Talvez uma artista mambembe desses muitos que trazem alegria às pequenas cidades e vilarejos

(Texto completo em http://www.cidadaodomundo.org)