Educação. Palavra muito presente na boca de todos nós. Educação formal, educação tecnológica, educação superior, educação infantil, etc. Dizem: “Educação é um direito de todos!”; “É responsabilidade do poder público!”; “A educação no Brasil é péssima!”. E assim prosseguem as inúmeras colocações sobre o tema. Educar é o processo ensinar e aprender, é também entendida como mecanismo de socialização e endoculturação, etc. Enfim, muito se fala, muito se divulga, e até percebo que muito se faz em prol da educação, tanto em âmbito governamental quanto em âmbito popular.
As pessoas exigem isso para si mesmas. Elas têm como intuito ampliarem seus conhecimentos e sua empregabilidade. E por fim, obterem coisas melhores na vida.
Mas eu, particularmente, fico abismado com a completa falta de educação das pessoas em geral, especialmente tanto de profissionais formados em nível superior quanto de gestores, diretores e lideres de maneira ampla, seja na administração pública seja na iniciativa privada.
Palavras de baixo calão, ofensivas contra colegas de trabalho, resmungos e gritos contra superiores ou contra subalternos, desrespeito com os clientes, falta de consciência ambiental e até mesmo de noções de higiene pessoal. Pessoas que jogam lixo nas ruas, lunáticos que se imaginam ser algum tipo de Ayrton Senna do transito, governantes que não se importam com a iluminação pública das vias de transito da cidade – que por sinal, é péssima – tudo isso, no meu modo de entender, é uma tremenda e completa falta de educação.
Não adianta possuir diplomas, nem cargos socialmente reconhecidos. Não adianta possuir carros de luxo, nem roupas de marca. Aliás, esses são quem tem ainda mais responsabilidade com a educação, não apenas a formal, mas a educação humana na consideração pelo concidadão.
Educação, por fim, é, antes de tudo, e como diz Rubem Alves, educação das sensibilidades, sem a qual a educação das habilidades torna-se infértil e até mesmo desumana. Educação antes de tudo é humildade que leva, inevitavelmente, ao respeito pelo outro, especialmente por aqueles que têm suas mãos e unhas encardidas devido ao trabalho que desempenham. Isso é dignidade! Isso é educação.
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* Texto escrito e enviado por Francisco Costa (Esquerdinha)
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