Uma única vez ocupei-me deste espaço, para falar das minhas impressões acerca da política de Icó, porque embora fisicamente ausente de minha querida terra natal, ainda reside em mim o sentimento de naturalidade que me prende as minhas origens.
Não me senti mais no direito de fazê-lo, por entender que seria dessarrazoado tecer comentários sobre o cotidiano da cidade, quando não faço mais parte do seu dia-a-dia e não contribuo para o seu desenvolvimento e, nem tampouco, pago impostos ao erário municipal e muito menos exerço a chamada cidadania expressa pelo voto, no lugar onde nasci.
Contudo, tenho acompanhado com vívido interesse o que é publicado no sitio icoenoticia.com. De fato, graças a este veículo, voltei a reviver os velhos e, apenas, os bons e gloriosos tempos de minha infância, adolescência e parte da juventude que, agora, desfruto na capital cearence. Um artigo, porém, me chamou atenção e me deu comichões a ponto de voltar a escrver mais um texto que espero seja publicado.
Trata-se do editorial do jornal folha do salgado. Bem escrito, consistente com a realidade que ora vivemos não só em Icó, mais em quase todos os municipios brasileiros, que por uma orientação equivocada resolveram mandar as favas os festejos da semana da pátria. Acredito que tal comportamento resulte do trauma que ainda guardamos na alma dos chamados anos de chumbo. Com o advento da nova república tudo que estava associado a ditadura militar deveria ser inapelavelmente eliminado.
Ora, o repeito aos símbolos nacionais, a bandeira, o hino devem ser preservados em qualquer regime político ,independemente da ideologia de plantão. Ainda tive o privilégio de alcançar o tempo em que antes de entrar em sala de aula, entoavam-se: o hino nacional, o da bandeira e o da independência, alteranadamente. O que dizer da semana da pátria, quando todos com euforia esperavam ansiosamente pelos festejos que se realizavam, através dos desfiles das escolas, pelas ruas de Icó, tendo seu ponto culminante na pracinha de Genebaldo?
Isto sem falar das conhecidas alvoradas, nas quais participavam os membros das baterias dos colégios em seus respectivos estabelecimentos de ensino, uma espécie de concentração onde todos amanheciam o dia, esperando o sete de setembro chegar. Tudo isto era consequencia de uma diretriz de ensino que despertava no jovem desde sua tenra idade o sentimento de nacionalismo.
Esta diretriz não foi criada pelos governos militares como muitos imaginam, pelo contrário, partiu de um decreto lei assinado no governo João Goulart, acompanhado pelo então primeiro ministro Tancredo Neves e do ministro da educação Antônio de Oliveira Brito que criaram o conselho federal de educação, cujos membros adotaram como obrigatória duas disciplina importantissimas para o educando: O.S.P.B. ( Organização Social Politica Brasileira ) e Educação Moral e Cívica.
Os objetivos das disciplinas são bem definidos pelo seu autor: "Ela tem como finalidade propocionar ao aluno uma idéia adequada da realidade sócio cultural braileira em sua forma e ingredientes básicos. Deverá, pois apresentar o quadro geral das instituições da sociedade brasileira, sua natureza, formação e caráter, bem como as formas de vida e costumes que definem o modo de ser específico e a fisonomia caracteristica de nossa cultura.
Será além disso, um estudo da organização do Estado brasileiro, da constituição, dos poderes da república, do mecanismo jurídico e administrativo em suas linhas gerais, dos processos democráticos, dos direitos políticos, dos deveres do cidadão, suas obrigações civis e militares".(Newton Sucupira.)
Poderia em nossos tempos neoliberais subsistir na grade curricular disciplinas tão revolucionárias? certamente que não. As elites brasileiras querem o povo alienado para que possa conduzi-lo no estouro da manada, cidadãos desnorteados, desconectados,e de preferência que não pensem, só sintam, mas esta é uma outra questão que não cabe discutir neste espaço.
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* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira
Não me senti mais no direito de fazê-lo, por entender que seria dessarrazoado tecer comentários sobre o cotidiano da cidade, quando não faço mais parte do seu dia-a-dia e não contribuo para o seu desenvolvimento e, nem tampouco, pago impostos ao erário municipal e muito menos exerço a chamada cidadania expressa pelo voto, no lugar onde nasci.
Contudo, tenho acompanhado com vívido interesse o que é publicado no sitio icoenoticia.com. De fato, graças a este veículo, voltei a reviver os velhos e, apenas, os bons e gloriosos tempos de minha infância, adolescência e parte da juventude que, agora, desfruto na capital cearence. Um artigo, porém, me chamou atenção e me deu comichões a ponto de voltar a escrver mais um texto que espero seja publicado.
Trata-se do editorial do jornal folha do salgado. Bem escrito, consistente com a realidade que ora vivemos não só em Icó, mais em quase todos os municipios brasileiros, que por uma orientação equivocada resolveram mandar as favas os festejos da semana da pátria. Acredito que tal comportamento resulte do trauma que ainda guardamos na alma dos chamados anos de chumbo. Com o advento da nova república tudo que estava associado a ditadura militar deveria ser inapelavelmente eliminado.
Ora, o repeito aos símbolos nacionais, a bandeira, o hino devem ser preservados em qualquer regime político ,independemente da ideologia de plantão. Ainda tive o privilégio de alcançar o tempo em que antes de entrar em sala de aula, entoavam-se: o hino nacional, o da bandeira e o da independência, alteranadamente. O que dizer da semana da pátria, quando todos com euforia esperavam ansiosamente pelos festejos que se realizavam, através dos desfiles das escolas, pelas ruas de Icó, tendo seu ponto culminante na pracinha de Genebaldo?
Isto sem falar das conhecidas alvoradas, nas quais participavam os membros das baterias dos colégios em seus respectivos estabelecimentos de ensino, uma espécie de concentração onde todos amanheciam o dia, esperando o sete de setembro chegar. Tudo isto era consequencia de uma diretriz de ensino que despertava no jovem desde sua tenra idade o sentimento de nacionalismo.
Esta diretriz não foi criada pelos governos militares como muitos imaginam, pelo contrário, partiu de um decreto lei assinado no governo João Goulart, acompanhado pelo então primeiro ministro Tancredo Neves e do ministro da educação Antônio de Oliveira Brito que criaram o conselho federal de educação, cujos membros adotaram como obrigatória duas disciplina importantissimas para o educando: O.S.P.B. ( Organização Social Politica Brasileira ) e Educação Moral e Cívica.
Os objetivos das disciplinas são bem definidos pelo seu autor: "Ela tem como finalidade propocionar ao aluno uma idéia adequada da realidade sócio cultural braileira em sua forma e ingredientes básicos. Deverá, pois apresentar o quadro geral das instituições da sociedade brasileira, sua natureza, formação e caráter, bem como as formas de vida e costumes que definem o modo de ser específico e a fisonomia caracteristica de nossa cultura.
Será além disso, um estudo da organização do Estado brasileiro, da constituição, dos poderes da república, do mecanismo jurídico e administrativo em suas linhas gerais, dos processos democráticos, dos direitos políticos, dos deveres do cidadão, suas obrigações civis e militares".(Newton Sucupira.)
Poderia em nossos tempos neoliberais subsistir na grade curricular disciplinas tão revolucionárias? certamente que não. As elites brasileiras querem o povo alienado para que possa conduzi-lo no estouro da manada, cidadãos desnorteados, desconectados,e de preferência que não pensem, só sintam, mas esta é uma outra questão que não cabe discutir neste espaço.
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* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira
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