Vai dia e vem dia e mais escândalos aparecem no Senado Federal brasileiro. Ritmo comum, diria qualquer brasileiro já 'acostumado' em ver diariamente notícias sobre falcatruas e coisas sujas. Porém, se acostumar ou ver com naturalidade o que acontece atualmente na política nacional é um erro sem precedentes.Aliás, é errado dizer que acontece somente nos dias de hoje, pois desde a formação deste país chamado Brasil que víamos o errado ser visto como certo ou oportuno. Desde as caravelas de Cabral, que, segundo narra a história, diversas pessoas que cometiam o errado em Portugal foram mandadas a esta 'Terra de Santa Cruz'.
A partir dessa visão, mesmo mínima, se pode ter uma ideia da formação da sociedade brasileira. Porém, de nenhuma forma justifica e nem busca defender os erros cometidos hoje, principalmente ao se falar no Senado, objeto desta discussão.

O que acontece e os atos ilícitos, ou errados, vem de um passado e continua. Mas porque? Apenas uma resposta, a impunidade. Num lugar onde o poder e o dinheiro dos recursos é disputado por debaixo dos panos, os interesses pessoais e o nepotismo predominam.
Como se pode um senador falar mal de outro e comentar sobre um ato secreto (aquele feito às escuras), se o outro senador fez o mesmo ou até pior?
Neste caso, a frase 'rir para não chorar' ilustra um momento negro da 'Casa dos Senadores', esta a palavra correta. E os famosos atos secretos, que pareciam ter desaparecidos, voltou com tudo, para a 'surpresa' dos legisladores.
POR DENTRO DO SENADO - Mas vejamos como se compõe o Senado brasileiro. O mais interessante é ver que grande parte dos parlamentares já estão faz um bom tempo na política. E bota tempo nisso. Chegando a figurar casos de 'dinossauros', estes os quais o tempo parece estar junto consigo eternamente.
Mas, complementando essa informação acima, o que se observa é que existem em atuação cerca de 17 senadores suplentes, ou sejaj, no qual não foi depositado nenhum voto.Ao invés de ficarem por questão de ausência justificada do senador de fato eleito, estão porque algum deles estão governadores, entre outros. interesses. E porque quiseram o Senado? Fica a indagação.
CAUSOS - A situação de vermos o que realmente acontece pelas bandas do Senado Federal, onde poucos 'escapam', foi o famoso bate boca entre o ex-presidente do impeachment, Fernando Collor (PTB-AL), e a participação de Renan Calheiros (PMDB-AL) em disputa contra o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Muita gente pode ter ficado pasmada com os xingamentos e brigas acontecidas ultimamente, mas o que se viu apenas estava escondido entre eles e apareceu. Não foi mágica como as histórias de Papai Noel.
O arquivamento dos processos contra o atual e problemático presidente José Sarney (PMDB-AP) e de Arthur Virgílio (PSDB-AM), sem nem mes
mo ser analisado, mostra que há tempos o Conselho de Ética (que ética?) estava em coma.Agora, foi enterrado de vez, junto com os desmandos e a famosa ausência do decoro parlamentar, uma maneira bonita de dizer desvio de consulta ou ainda sumiço com o dinheiro público, do povo.
Esse dinheiro nosso de cada dia, meu e teu, no qual derramamos lágrimas de suor em cada dia trabalhado. É hora de revermos nossos conceitos e de lembrarmos, de uma vez por todos, a nossa força como protagonista de nosso futuro.
É hora de lembrarmos de quem nós votamos e cobrarmos. Está na hora de sermos cidadãos, mas não apenas em livros, e sim em cada brasileiro. "Um filho teu não goe à luta"...
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