O grande alarme do mundo atual é a gripe suína que depois foi rebatizada por H1N1 como variação do vírus Influenza que tanto tem aterrorizado o serviço de saúde pública mundial. A pandemia tem ocupado tanto espaço na mídia que até mesmo a crise econômica já perdeu espaço nos noticiários.
O que se sabe até este momento em que escrevemos este editorial, 15:10 do dia 29, quarta feira, é que há 134.500 infectados no mundo, com 816 mortes registradas. No Brasil 46 pessoas morreram em conseqüência da nova doença e registra-se a primeira vítima no nordeste, em João Pessoa, portanto mais perto de nós. O Ceará já cataloga infecção de pessoas com o novo vírus e certamente ele já deverá está rodando as portas do Icó e da região vale do salgado.
Uma característica interessante da gripe H1N1 é que, ao contrário das epidemias que ataca primeiro os pobres, esta começou pelos ricos, ou pelos mais favorecidos. Em cidades pequenas e até mesmo no nordeste, em relação ao Brasil, há um tráfego menor de pessoas em viagens pelo exterior e o contato diminuiu, reduzindo também os riscos.
O assunto é sério e todos devem se prevenir, pois ninguém tem sido poupado. Neste sentido é preciso avaliar que se há tantos registros de mortes em eixos como Rio, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul onde todo um aparato foi montado com técnicos treinados, recursos especiais, hospitais e equipamentos, todos de última geração, imagine o que poderá acontecer se o vírus se instalar por aqui, onde o serviço de saúde pública está completamente despreparado até para questões mais simples.
Com certeza não há, nem gente, nem leitos, nem medicamentos, nem equipamentos preparados para esta finalidade. Não há motivo para pânico, mas é bom torcer que a gripe não venha para o lado de cá.
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* Editorial do Jornal Folha do Salgado - Edição 197
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