Sobre Icó


Estimativa da População 2009: 65.612,00

Área da unidade territorial (Km²): 1.872,98

PIB per capita (2007): 2.921 Reais

Número de eleitores: 46.454 Eleitores

Incidência da Pobreza (2003): 57,42%

O Icó limita-se ao Norte com os municípios de Orós, Jaguaribe e Pereiro; ao Sul com os municípios de Umari e Lavras da Mangabeira; ao Leste com o estado do Rio Grande do Norte e da Paraíba; a Oeste com Iguatu e Cedro.

O clima do município é em geral quente e seco no verão e amenizado no inverno. A temperatura oscila de 36ºC e 23°C, com maior frequencia 30°C; a amplitude térmica é de 13°C.

Solo: o Icó possui solo bastante divesificado entre arenoso, argiloso e cílico-argiloso com bastante fertilidade na parte aluvional, banhadas pelo rios Salgado e Jaguaribe.

O município do Icó, administrativamente está dividido em seis distritos: Sede Lima Campos, Cruzeirinho, São vicente, Pedrinhas e Icozinho.

Etimologia----------------------------------------------------------

A palavra "Icó" advém da língua tapuia, onde "i" ("água") + "kó" ("roça"), tornando "água ou rio da roça". Este nome também deriva de uma das tribos que habitavam às margens do rio Salgado, denominada "Ikó". Outra possibilidade para esta utilização vem de uma planta que poderia ter existido na região, o Icozeiro, uma planta da família das caparidáceas (Capparis yco), cujo fruto é o Icó.

Histórico------------------------------------------------------------

As terras entre as serras do Cafundó, Camará e às margens do Rio Salgado eram habitadas por diversas etnias tapuias, entres elas os icó, icozinho, janduí e quixelô.

Os primeiros habitantes do Icó foram os indios denominados de Icós, da tribo da nação Cariri, que vivia na região compreendida entre as margens do Rio Salgado até as margens do Rio do Peixe na Paraíba, na cidade de Sousa.

Os indios não viam com bons olhos a espoliação dos seus domínios. Inevitáveis foram os confrontos entre brancos e indios, os choques sanguinários eram contantes.

A colonização de Icó data do final do século XVII e início do século XVIII. Os primeiros colonizadores da cidade eram conhecidos como "os homens do (Rio) São Francisco", que faziam parte de uma das frentes de ocupação do território cearense, a do Sertão-de-dentro, dominada pelos baianos, que serviu para tentar ocupar todo o interior cearense.

Bartolomeu Nabo de Correia e mais 40 homens que faziam parte do grupo chegaram em 1683 e deram início à povoação conhecida como Arraial Novo dos Icós, a sua primeira fase. A povoação foi elevada a vila em 1738, a terceira vila do Ceará logo após Aquiraz e Fortaleza. Em 1842 obteve a categoria de cidade.

Icó apresentou-se durante a época áurea um dos três centros comerciais e de serviços do estado, juntamente com Sobral e Aracati, possuindo uma localização estratégica na rota das boiadas e comércio da carne salgada, do centro-sul do estado, inclusive da Paraíba, pois passava no Icó as mais importantes estradas da época, a Estrada Geral do Jaguaribe, que fazia ligação entre o Porto do Aracati e os sertões baianos e, A Estrada das Boiadas, que servia de escoadouro das fazendas de criar do Piauí levando o gado para as feiras do Pernambuco.

O Icó desenvolveu-se a comercialização de couro, já o Aracati no litoral e como porto, desnvolveu-se a indústria de CHARQUE - carne seca. E assim a chamada civilização do CHARQUE e do COURO, fez Aracati e Icó crescessem comercialmente, tornando-se as principais e mais importantes vilas da Província.
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Publicado por IN

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