Um ato nunca visto aconteceu na sessão da Câmara Municipal de Icó realizada em 14 de maio. Em protesto contra a arrogância e truculência do presidente Ricardo Nunes (PMDB) seis vereadores deixaram o plenário e a sessão foi encerrada sob um clima tenso e degradante para o poder legislativo do município.Tudo começou quando ao início da sessão o vereador Flamarion Pereira protestou contra a retirada da pauta de dois projetos de sua autoria que foram aprovados em plenário e já haviam circulado pelas comissões, devendo ir à votação.
O presidente disse apenas que havia retirado os projetos e nada mais. O vereador protestou e disse que o presidente estava rompendo com o regimento interno e com a disposição legal.
"Este ato representa a truculência e autoritarismo que não são mais aceitos no dias atuais. Esta é uma casa democrática e o senhor, que não é dono dela, está descumprindo o regimento e contrariando a legalidade”, disse Flamarion. Em resposta o presidente mandou cortar o som do microfone do vereador. Mesmo sem o auxílio do som mecânico Flamarion continuou protestando contra a arbitrariedade provocada pelo presidente.
O vereador Edjalma Moreira também pediu a palavra e continuou o protesto do colega. “Os tempos mudaram. O senhor é o presidente, mas não é o dono. T
odos aqui têm o mesmo direito e o senhor está contrariando o regimento”, disse Edjalma. Em resposta teve também o microfone cortado.
Neste instante Flamarion Pereira (PR), Edjalma Moreira (PP), Maria Andrade (PSL), José Meldo Dias (PSDC) e Gilberto Barboza (PSDB), os cinco vereadores que fazem a base da oposição resolveram deixar o plenário.
Nesta oportunidade o vereador Marconier Mota (PMDB) pediu a palavra para protestar pelo acontecimento e também reclamar por dois requerimentos de sua autoria pedindo a contratação dos meios de comunicação (rádio e jornal) para a transmissão e registro das sessões, que foram aprovados em plenário e não foram cumpridos pelo presidente da mesa diretora.
“Esta casa legislativa precisa responder aos anseios da sociedade. A presidência não pode se colocar acima dos vereadores e agir com autoritarismo, pois vivemos em regime democrático”, disse. O presidente tomou a mesma atitude de cortar o microfone do vereador, mesmo sendo ele da base governista e, inclusive, cunhado do presidente. Em protesto Marconier seguiu o mesmo caminho dos demais e se retirou do plenário.

A sessão foi encerrada com um triste gosto de vazio e a amarga lembrança de um tempo autoritário que contraria a modernidade e o poder de negociação e tolerância que caracteriza os políticos desta nova era.
“O presidente está na contra mão da história e precisa voltar para os bancos da escola e arrancar de dentro de si os rancores do coronelismo que já está sepultado há muito tempo. O fato não representa ser contra ou a favor do prefeito, mas de um flagrante desrespeito do presidente para com seus pares”, disse Flamarion Pereira à reportagem.
O presidente disse apenas que havia retirado os projetos e nada mais. O vereador protestou e disse que o presidente estava rompendo com o regimento interno e com a disposição legal.
"Este ato representa a truculência e autoritarismo que não são mais aceitos no dias atuais. Esta é uma casa democrática e o senhor, que não é dono dela, está descumprindo o regimento e contrariando a legalidade”, disse Flamarion. Em resposta o presidente mandou cortar o som do microfone do vereador. Mesmo sem o auxílio do som mecânico Flamarion continuou protestando contra a arbitrariedade provocada pelo presidente.
O vereador Edjalma Moreira também pediu a palavra e continuou o protesto do colega. “Os tempos mudaram. O senhor é o presidente, mas não é o dono. T
odos aqui têm o mesmo direito e o senhor está contrariando o regimento”, disse Edjalma. Em resposta teve também o microfone cortado.Neste instante Flamarion Pereira (PR), Edjalma Moreira (PP), Maria Andrade (PSL), José Meldo Dias (PSDC) e Gilberto Barboza (PSDB), os cinco vereadores que fazem a base da oposição resolveram deixar o plenário.
Nesta oportunidade o vereador Marconier Mota (PMDB) pediu a palavra para protestar pelo acontecimento e também reclamar por dois requerimentos de sua autoria pedindo a contratação dos meios de comunicação (rádio e jornal) para a transmissão e registro das sessões, que foram aprovados em plenário e não foram cumpridos pelo presidente da mesa diretora.
“Esta casa legislativa precisa responder aos anseios da sociedade. A presidência não pode se colocar acima dos vereadores e agir com autoritarismo, pois vivemos em regime democrático”, disse. O presidente tomou a mesma atitude de cortar o microfone do vereador, mesmo sendo ele da base governista e, inclusive, cunhado do presidente. Em protesto Marconier seguiu o mesmo caminho dos demais e se retirou do plenário.

A sessão foi encerrada com um triste gosto de vazio e a amarga lembrança de um tempo autoritário que contraria a modernidade e o poder de negociação e tolerância que caracteriza os políticos desta nova era.
“O presidente está na contra mão da história e precisa voltar para os bancos da escola e arrancar de dentro de si os rancores do coronelismo que já está sepultado há muito tempo. O fato não representa ser contra ou a favor do prefeito, mas de um flagrante desrespeito do presidente para com seus pares”, disse Flamarion Pereira à reportagem.
___________________________
* Texto escrito e enviado por Getúlio Oliveira (editor-chefe do Jornal Notícias do Vale)
0 comentários :
Postar um comentário